Movimento Carlito Rocha

17 anos de luta pelo Botafogo!

Novo colunista no blog

Amigos, apresento-lhes o novo colunista do blog, Rogério Lessa. Ele é um jornalista membro do MCR e já tem algumas colaborações aqui nesse espaço.


Caso alguém não tenha reparado, o nome do autor do post vai logo abaixo do texto, precedido por um "postado por".

A democracia no Botafogo está no atual estatuto

O texto abaixo é do carlitense André Barros. Fala André!

O sócio contribuinte é o botafoguense votando e decidindo os destinos da sua paixão, é a democracia no Botafogo.

O atual estatuto retirou a exigência do pagamento em dobro da taxa de manutenção do sócio proprietário pelo sócio contribuinte, assim estabelecido no artigo 14 do antigo estatuto de 1975:

Art. 14 – Os sócios Proprietários, ressalvados os direitos adquiridos, estarão sujeitos ao pagamento da “Taxa de Manutenção”, cujo valor será fixado pelo Conselho Diretor, não podendo, porém, exceder de 50% (cinqüenta por cento), a contribuição mensal do sócio Contribuinte Efetivo."

Sem o antigo artigo 14, a diretoria tem o instrumento necessário para estabelecer uma mensalidade de, por exemplo, 30 reais e instaurar definitivamente a democracia no Botafogo. Com direito a votar e ser votado, frequentar o clube e pagar meia entrada nos jogos em que o Botafogo tem o mando de campo, milhares de botafoguenses deverão entrar para o programa sócio contribuinte. Combinadas estas normas estatutárias com a plena transparência das receitas e despesas do sócio-contribuinte, com aplicação de metade das receitas na divisões de base do futebol, podemos realizar uma grande mobilização dos Botafoguenses por todo o Brasil.

Para fortalecer ainda mais esta mobilização democrática do Botafogo, proponho que todas as cidades que tiverem 500 sócios tenham uma urna e o Botafogo será o primeiro clube brasileiro a ter uma eleição nacional. O Botafoguense é o torcedor mais consciente do Brasil, porquê, desde criança, sabe a gloriosa história de seu clube e sua importância para o futebol brasileiro. Sabendo que os destinos do seu clube estão em suas mãos, o Botafoguense vai aderir aos milhares e a cada 10 mil sócios vão gerar uma receita de 300 mil reais, caso a mensalidade seja de apenas 30 reais por mês.

O artigo 20 do atual estatuto se preocupou em dar o direito ao sócio torcedor de frequentar o clube e incentivar todos a virarem sócio efetivo, que é o sócio contribuinte. Da leitura dos incisos I e II, podemos perceber que este é o espírito do atual estatuto, com a dispensa do pagamento de jóia para o sócio torcedor que se tornar efetivo, estabelecendo ainda que o Botafoguense, residente na região metropolitana, somente poderá ser sócio efetivo neste caso:


“Art. 20 - Os sócios contribuintes pertencem `as seguintes classes:

I – Efetivos;

II - Menores;

III – Torcedores.


I – efetivos: são os que, a partir de 16 (dezesseis) anos de idade, pagarem a jóia e as mensalidades correspondentes à tabela de contribuição em vigor.


III - Torcedores: são os que, residindo fora da região metropolitana da Capital do Estado do Rio de Janeiro, pagarem a contribuição estabelecida na respectiva tabela, tendo assegura os direitos de freqüentar as dependências sociais do BOTAFOGO e de dispensa do pagamento de joia ao se tornarem sócios efetivos.



Os dispositivos estatutários que garantem os direitos a votar, ser votado e frequentar o clube estão elencados nos artigos 2, 38, 39 e 49, abaixo destacados:



“CAPÍTULO III


Dos direitos dos Sócio:


Art. 2 – São direitos do sócio quite, além dos que decorrerem de outras disposições:


I - participar da Assembléia Geral, nela votando e podendo ser votado, desde que satisfaça as exigências estatutárias;

II - freqüentar as dependências do BOTAFOGO e, com seus dependentes, participar das atividades sociais e esportivas, ressalvadas as restrições previstas neste Estatuto e nos Regimentos Internos;

…......

Art. 38 - A Assembléia Geral constituir -se-á de sócios quites, maiores de 16 (dezesseis) anos, em pleno

gozo de_seus direitos estatutário, e cujo ingresso no quadro social seja anterior a 12 (doze) meses da data

da reunião.

Parágrafo único - O Presidente do Conselho Deliberativo presidirá a Assembléia Geral.

Art. 39 – A Assembléia Geral reunir-se-á:

1.Ordinariamente, de 3 (três) em 3 (três) anos, na segunda quinzena de novembro, para

eleger, em escrutínio secreto, os membros do Corpo Transitório do Conselho Deliberativo, o Presidente e o Vice-Presidente Geral do Botafogo, que obrigatoriamente deverão estar indicados pela mesma e única chapa.

…....


Art. 49 - Para ser candidato a membro do Corpo Transitório do Conselho Deliberativo, o sócio quite deve:

I - ter mais de 18 (dezoito) anos de idade; .

11- ter mais de 3 (três) anos como sócio;

III - não pertencer ao Corpo Permanente;

IV. não ter sido punido em caráter definitivo pelos órgãos judicantes do BOTAFOGO;

V. não exercer cargo ou função, remunerados ou não, em outro clube de futebol profissional.

Parágrajfo Único .: São inelegíveis os sócios atletas, honorários, torcedores e os que prestam serviço remunerado ao BOT AFOGO.”



Portanto, a democracia é uma realidade estatutária que precisa ser conhecida por todos os Botafoguenses. A partir desta consciência, vamos lutar para o Botafogo ser uma democracia, com milhares de sócios decidindo seus destinos e sair do atual quadro onde seus destinos são sempre decididos por menos de mil sócios. O Botafogo é uma potência que só pode aparecer com democracia.

Que joguinho...

Tenho certeza que, em algum momento dessa noite, os cerca de 2500 alvinegros que foram até o Engenhão ver a suada vitória por 4 x 3 em cima do São Raimundo, perguntaram-se o que eles estavam fazendo vendo aquela partida bisonha.


E não há adjetivo melhor do que bisonho para descrever o que vimos em campo hoje. Ora, não se pode levar três gols do São Raimundo. Eu acredito que isso seja ponto pacífico entre todos os botafoguenses. Agpra, não se pode levar dois gols de escanteios de um time cujos jogadores mal devem chegar a um metro e oitenta de altura.

Para piorar, o time jogou completamente apático. E o motivador Joel só fez a sua primeira substituição após levar o gol. Ele tirou o Fahel e colocou o Caio, recuando o Leandro Guerreiro para a zaga.

Coincidência ou não, essa alteração era a mesma que ele havia treinado na segunda-feira. Noves fora o fato do Fahel estar jogando muito mais que o Leandro Guerreiro (no primeiro gol, ele sobe de costas para o lance, veja o replay), será que o motivador Joel não consegue fazer diferente? Ou já estava ensaiado e não podia mudar? O fato é que uma grande parte da torcida xingou o treinador que sempre faz a sua primeira substituição aos 20 minutos do segundo tempo.

Se você acha que está ruim, é porque não viu o Somália em campo. Ele entrou junto com o Edno, substituindo o Herrera e o Sandro Silva. O Somália só faz besteira desde que chegou. O cara é tão esquisito que não tem posição definida, mas mesmo assim continua tendo a sua entrada garantida todos os jogos. Bem, agora não mais. Graças a um carrinho criminoso, ele foi expulso corretamente e ficará suspenso no próximo jogo.

Não dá para dizer que temi pela desclassificação - isso seria um exagero. Entretanto, não posso negar a minha preocupação por ter levado três do São Raimundo.

Rapidinhas:

- Os dois estreantes fizeram gols (Danny Moraes e Sandro Silva).


- Leandro Guerreiro falhou em mais um gol. A regularidade dele é impressionante.

- Loco Abreu pode não ser brilhante com a bola nos pés, mas é muito mais inteligente que a maioria.

-O Herrera estava doido para ser expulso.

- O que faz o Somália no Botafogo?

- Lúcio Flávio rumo aos 300 jogos.

- O motivador Joel é motivador. E só.

- O juiz não deu um pênalti para cada lado. Aliás, o árbitro queria aparecer, hein?

- A visão da Oeste Inferior é um espetáculo! Que beleza! Teve gente que quase não viu o jogo...

Pergunta que não quer calar

Em nível nacional, o Botafogo tem torcida ligeiramente maior que a do Florminense, que, como todos os clubes cariocas, também não é um exemplo de democracia interna.

Mas o Botafogo é tratado como se fosse clube menor que o das tricoloras, tanto que será o "rei do sábado" neste brasileirão.

Por que será?

Além de democratizar e popularizar o Botafogo, é necessário injetar também um pouco de compostura (para usar uma palavra educada) aos encarregados de defendê-lo.

Fórum do MCR no ar!

Pessoal, finalmente está no ar o Fórum do Movimento Carlito Rocha. O espaço foi criado não só para permitir a maior interação entre aqueles que já frequentam esse espaço; mas, também, para que possamos ter um local onde possamos, efetivamente, discutir e armazenar idéias para o engrandecimento do Botafogo. Destaco a palavra "armazenar" pois me impressiona o quanto tantas idéias se perdem nesses debates.


Quem quiser participar, basta mandar um e-mail para forum@movimentocarlitorocha.com.br contendo as seguintes informações:

Nome Completo, Idade, Cidade, Estado, E-mail e login desejado.

Bom debate!



Consertando o Botafogo VI - Marketing

Com algum atraso, publico o link de mais uma excelente coluna do meu amigo e carlitense, Bernardo Santoro. Caso vocês não conheçam a série, ela é composta de dez artigos que pretendem cobrir todas as áreas do clube, descrevendo-as e apontando soluções para que possamos crescer.


Os links das colunas anteriores estão ali, no menu na direita do blog.

O link da última coluna está aqui: Consertando o Botafogo VI - Marketing

No Brasileirão, o Botafogo volta a ser o rei dos sábados


Hoje foi divulgada a tabela do Brasileirão 2010 e, para variar, o Botafogo volta a ser excluídos dos domingos, o dia nobre do futebol. Analisando apenas a tabela do primeiro turno, já que o segundo não está totalmente fechado (vá entender), podemos ver que seremos o time que mais jogará aos sábados: oito vezes. O Atlético Goianiense (recém promovido da segunda divisão) e o Vitória são os segundos colocados nesse "quesito", com seis jogos cada um.

Falo disso com antecedência, pois, no dia 27 de junho do ano passado, o então vice de Comunicação, Beto Macedo, deu a seguinte declaração para o Lance!:

"A diferença é enorme, em termos de divulgação da marca. Todo patrocinador que se preza quer ter os jogos transmitidos no horário nobre, que dá mais visibilidade. Mas acho que no clube ninguém nem sequer havia reparado nisso"

Ainda na mesma matéria, o especialista em marketing esportivo, Amir Somoggi, falou a respeito do número excessivo de jogos aos sábados:

"Domingo é o dia tradicional do futebol e pode soar mal para o Botafogo essa distribuição. Mas, como os clubes não têm o poder de reclamar, quem monta a grade é a TV Globo, detentora dos direitos de transmissão. E ela sabe que o Botafogo jamais teria a visibilidade de Flamengo ou Vasco, este mesmo na Série B.

É evidente, por outro lado, que compromete os patrocinadores, mas não há muito o que fazer, apenas tentar acumular outras receitas para crescer e mudar isso. A melhor saída é atrair o público para o estádio, para ver o time ao vivo, principalmente com o sócio-torcedor, que faz muito sucesso no Sul e por aqui, não".

Cliquem no link abaixo para ver a distribuição de jogos por dias e horários de cada time no primeiro turno do Brasileirão desse ano:


Só para constar: teremos dois jogos com exibição pela Globo para o Rio e outro para todo o Brasil (menos para o Rio). Já pela Sportv, teremos sete jogos, sendo cinco para o Rio de Janeiro e os outros dois para todo o Brasil.

Absurdo

No meio do caminho para o Maracanã, eu me dei conta do absurdo que é o meu post abaixo no qual eu conto com a chuva para nos ajudar a vencer.


Não foi nada pensado e analisado. Foi uma reação natural de quem olhou para o céu, viu a possibilidade de chuva e imediatamente fez a associação com o futebol, pensando que seria uma vantagem. Isso não é uma prova da fragilidade do time?

Hoje o Botafogo foi inteiramente dominado do início ao fim, com um meio-campo medíocre pela milésima vez, com Leandro Guerreiro, Eduardo e Lúcio Flávio sendo completamente nulos. Quer dizer, nulos seriam se não fizessem nada. Mas o volante perdeu, entre muitas outras, a bola que originou o primeiro gol do Fluminense e o Eduardo e o Lúcio Flávio erraram tudo o que tentaram.

Caso vocês não tenham percebido, o Botafogo deu um mísero chute a gol durante todo o jogo: na hora do pênalti. Já o Fluminense, criou diversas chances, chegando a chutar seis bolas ao gol durante todo o primeiro tempo.

Entretanto, o mais irritante foi a apatia do time após sofrer o segundo gol. Todos ficaram anestesiados, como se não houvesse qualquer chance de empatar o jogo. O time do Fluminense tocando a bola e o Botafogo olhando. 

Após o jogo, Joel deu uma entrevista completamente desnecessária, chegando a ser arrogante com uma jornalista que perguntava sobre as possíveis mudanças para o próximo jogo. Joel respondeu que iria ensiná-la a nunca mais perguntar isso, que titular apenas o presidente.

Para piorar, disse que não sabia como vencer o São Raimundo e que perdeu hoje pois o time teve uma "pane".

Não, o time não teve uma pane. O time perdeu pois é ruim e o Joel não sabe escalar. O técnico da prancheta acha que pode insistir com o Caio entrando no segundo tempo sempre. Isso vai dar certo uma vez ou outra e, em geral, com times com técnicos fracos. E todos sabem que o Cuca não é um técnico fraco.

Antes que falem que ele escala esses jogadores pois não tem opção, é bom lembrar que o único reforço que ele recomendou até agora foi o Jean, ex-Vasco e Flamengo. Ou seja: estamos ferrados.

Rumo ao Maracanã

Amigos, partindo agora para o Maracanã. Olhando para o céu, podemos contar que irá chover bastante, possivelmente repetindo o dilúvio de ontem, onde o Rio Maracanã chegou a transbordar.


Acredito que isso possa nos favorecer, já que o Fluminense é um time muito mais rápido e terá dificuldades em jogar na chuva. Ao contrário do Botafogo, que joga um pouco mais fechado atrás e conta com o Loco Abreu.

Mas temos que vencer esses caras no Saara ou na Islândia. Não há desculpa!

Fogo!

Jogo Rápido

Tive que passar aqui rapidinho:


- pedofilia

- drogas

- mandar os traficantes amarrarem a mulher em uma árvore

Se isso tivesse acontecido no Botafogo, todos nós estaríamos presos como cúmplices. Mas como é no Flamengo, mal vira notícia.

Intervalo

Amigos, darei um intervalo de alguns dias na publicação do blog. Estou envolvido na finalização de um projeto pessoal que ocupará a minha atenção até a segunda-feira. Sendo assim, peço uma "folga" a todos vocês e me ausento durante esses poucos dias.

Peço, também, desculpas pela pouca atenção dedicada aos comentários. Semana que vem volto ao ritmo normal.


Entretanto, após esse pequeno intervalo, voltarei a trabalhar em uma ferramenta para o blog que ajudará e muito a interação entre todos que frequentam esse espaço. Acredito que vocês irão gostar.

Até logo!

OBS: Obviamente, eu já comprei o meu ingresso para domingo. Eu não consigo me desligar tanto assim.

A história do patrocínio

Durante a semana, foi divulgado que o Botafogo não assinaria um contrato com a Hypermarcas (Bozzano e Neo Química Genéricos) pois havia um acordo para que não houvesse divulgação. Obviamente, a possibilidade de a empresa assinar com o Botafogo saiu na imprensa.


Sendo assim, segundo a própria imprensa, a empresa resolveu não assinar o contrato de patrocínio.

Eu não acredito nessa história.

Não faz o menor sentido uma empresa que assina um contrato por um jogo final, é agraciada no jogo seguinte com uma exposição gratuita e ainda tem um representante na apresentação do programa de sócio-torcedor acreditar que a informação continuasse sigilosa. Ok, no Botafogo tem um monte de gente com compulsão por microfones e gravadores. Mas é muito difícil acreditar nessa história.

A versão que faz mais sentido é a de uma briga na duração do contrato. A Hypermarcas queria patrocinar apenas até o fim do estadual, pois sabe que poderá contar com a imensa exposição que o Botafogo terá com os dois jogos finais. É malandragem da empresa pois sabe que o Botafogo não tem time para brilhar no brasileiro e, se tudo der certo, terá uma posição intermediária na tabela, o que significa uma cobertura da imprensa bem pequena. Os caras não estão errados, eles têm que brigar pelo dele.

Do lado do Botafogo, havia o interesse de levar o contrato até o fim do ano (ou até o próximo estadual, como dizem algumas matérias). Então, pode ter surgido aí a discórdia. Ainda mais que existe uma pressão em cima do clube para gerar caixa, já que há uma boa soma de dinheiro que já foi adiantado junto aos bancos referente ao patrocínio da camisa.

Enfim, podemos aqui especular até amanhã, mas o que realmente importa agora é que estamos em março e não temos um patrocínio.

Bem, mas nós temos um excelente programa de sócio-torcedor, correto? 

Parabéns ao Clube de Regatas Vasco da Gama!

O ex-clube do Eurico Miranda acabou de estabelecer o novo recorde negativo no nosso estádio, o Engenhão: apenas 932 pagantes na vitória de hoje contra o Bangu.


Parabéns, Vasco!

A matéria da ESPN Brasil

Pessoal, segue abaixo a matéria da ESPN Brasil mencionada no post abaixo.




OBS: Saiu também uma nota no Globoesporte.

Entrevista para a ESPN Brasil

Eu e o meu amigo Fernando Lôpo concedemos uma entrevista no início da noite para a ESPN Brasil sobre o caso do "meu ingresso não está no borderô", referente ao nosso jogo contra o Tigres, em São Januário, onde não havia discriminado no borderô nenhum ingresso posto à venda (ou vendido) para as cadeiras sociais. Embora nós estivéssemos...nas cadeiras!


Mauro Cezar Pereira e Cícero Mello, jornalistas da ESPN Brasil, ficaram interessados no assunto e entraram em contato com o Fernando agendando a entrevista conosco. Cícero Mello entrevistou também o promotor Rodrigo Terra.

A matéria deve ir ao hoje à noite, às 23h, no programa chamado Sportcenter.

OBS: Não estranhem a minha performance, caso eu realmente apareça. Eu estou para as câmeras assim como o André Lima está para o futebol.

Por um Botafogo de todos nós

No caminho de volta para a casa após mais uma reunião do MCR, me peguei pensando como era boa a vida antes de eu ver aquele maldito balancete do ano de 1995. Dormia com o rádio escondido debaixo do travesseiro ouvindo a Tupi do Marcos Aurélio na espera de uma novidade sobre o Botafogo. Como sempre, eles deixavam a bomba para o final - que, na maioria das vezes, se revelava um estalinho.


Essa era a minha relação com o Botafogo. Saía com os amigos botafoguenses comprando 7up até não aguentarmos mais, sem nos preocuparmos com beneméritos, cotas de TV, ingressos e atrasos de salários. Ora, o meu mundo alvinegro incluía apenas estádios, refrigerantes e o radinho.

Mas houve uma hora em que isso mudou. Não dava mais para ver o time do Botafogo indo ladeira abaixo. Eu precisava fazer alguma coisa. Juntei-me ao Mitob (um movimento de torcedores) e depois ao MCR. Eu tinha certeza apenas de uma coisa: não adiantava nada ficar reclamando sem agir. Era necessário fazer a minha parte.

Sim, mas de dez anos se passaram desde que eu comecei a ver de uma outra maneira todas as notícias que veem de General Severiano. Eu mudei alguma coisa? Não, sozinho eu tenho a plena consciência de que não poderei fazer nada. Mas tenho certeza que ajudei a despertar em muita gente a vontade de fazer algo, de participar, de construir um Botafogo melhor.

Portanto, meus amigos, sei que sou extremamente crítico, quando não chato. Mas essa é a maneira que eu vejo de tentar despertar nas pessoas a mesma indignação pelas coisas erradas que acontecem no nosso clube. Não pensem vocês que eu não gostaria de ficar apenas escrevendo sobre os torcedores e a relação com o Botafogo. É isso realmente que me dá prazer e orgulho.

Fui extremamente duro nas minhas críticas ao Sócio-Torcedor pois depositava esperança de mudanças. Claro que me iludi feio. Mas eu acreditei que pudéssemos ter o direito ao voto ali, pois creio que é somente dessa maneira que podemos abrir o clube e fazer a torcida se envolver de verdade. Mas me enganei.

Sendo assim, só me resta convocar a vocês a comprar o título de sócio-proprietário. Quem não pode, faça um dos planos de sócio-torcedor. Quem estiver sem dinheiro, tente ir a um jogo e berre ou faça um cartaz dizendo "EU QUERO VOTAR!". E quem estiver totalmente duro, mande um e-mail para ouvidoria@botafogo.com.br dizendo que quer decidir quem vai gerir a sua paixão.

Agora, seja lá qual for o caso que você se encontre, junte-se ao Movimento Carlito Rocha para abrirmos esse clube dando direito a toda torcida de participar da vida política. O Botafogo não pode mais ser um clube de século XX. Nós não podemos perder mais tempo.

Mudanças na diretoria


As mudanças abaixo estão afixadas no mural da sede de General Severiano:

"18/02/2010 - Nomeado Alexandre Brito vice-administrativo.

08/02/2010 - Deferido pedido de demissão de Cláudio Good das vice-presidências Administrativa e Financeira.

22/02/2010 - Nomeado Carlos Mattos diretor de TI.

22/02/2010 - Nomeado Antonio Garcia diretor de RH.

22/02/2010 - Nomeado Luís Fernando Carvalho dos Santos diretor de Administração.

Francisco José Fonseca Filho ocupou interinamente a vice-presidência de Administração entre janeiro e fevereiro de 2010, por alguns dias."


Os três diretores e o vice-presidente administrativo fazem parte do grupo "Mais Botafogo". A informação divulgada em relação aos vice-administrativo e aos diretores de RH e de administração, é que eles teriam deixado o grupo para assumirem os seus cargos.

Além disso, o vice-geral Mantuano é, interinamente, o vice financeiro.

Locomania

O Bernardo Pombo, do Blog Bola de Meia do Globo, publicou essa semana um vídeo do Loco Abreu estrelando um comercial de supermercado! No vídeo, o uruguaio é açougueiro, caixa e tudo mais. Vejam abaixo:


Previsível?

Ontem, quando o Caio fez o primeiro gol, eu não consegui comemorar. Eu comecei a rir sozinho de tão absurda que era a situação. O garoto é muito sortudo! Estava no telefone com um amigo botafoguense na hora e e, obviamente, nós dois falamos que ele iria entrar e fazer o gol.


Previsível.

A estrela desse garoto é absurda. Ele trilha os mesmos passos do Dimba em 97, com a diferença que Dimba era horrível tecnicamente, e Caio Canedo é excelente nesse quesito.

Quanto ao time, não gostei muito da exibição. A zaga melhorou bastante, mas o meio-campo continuou a mesma porcaria de sempre, sem qualquer inspiração, com Eduardo e Lúcio Flávio recebendo para não fazerem nada.

Mas valeu pela vitória, não podemos jogar bem sempre. E que venha o time colorido!

E hoje começa a Taça Rio

Ninguém aguenta mais o Lúcio Flávio

Talvez vocês tenham esquecido, mas o Botafogo faz a sua estréia hoje na Taça Rio contra o Americano, em Campos. Aliás, voltamos a jogar por lá contra o time do Caixa D'Água após um hiato de três anos. A equipe do Botafogo deve ser a mesma da Taça Rio, sem nenhum dos jogadores contratados (Edno, Danny Moraes e Sandro Silva). A única novidade é a entrada do Renan no lugar do Jefferson.

Vamos ver como o Botafogo se comportará contra um dos piores times do campeonato. O Americano sofreu seis derrotas (7 gols a favor, 20 contra) e tem apenas uma vitória contra o laterna do campeonato, Duque de Caxias, que tem dois empates (Volta Redonda e Boavista).

Ao entrar em campo hoje, Lúcio Flávio atingirá a marca de 200 jogos pelo Botafogo. Eu não vou comentar.

O jogo tem início às 19h30 neste sábado e terá a exibição apenas do pay-per-view do Sportv.

Um sócio-torcedor não tão nosso

O programa de Sócio-Torcedor lançado ontem continua gerando discussões por todo o Botafogo. No meu texto abaixo, eu já mostrava a minha indignação com o fato de ter ajudado, junto com outras pessoas, em uma pequena parte do projeto e lançarem algo completamente diferente do que estava sendo discutido. Agora saiu a notícia que o Márcio Padilha, diretor de marketing, pediu demissão por causa do projeto de sócio-torcedor.

Por mais que alguns possam discordar do trabalho do Padilha frente ao marketing do clube, é preciso entender que não dá para colocar o programa de Sócio-Torcedor na conta dele. Fazer isso é desviar o foco dos verdadeiros culpados e ignorar alguns problemas que eu detalharei a seguir.

Bernardo Santoro, na sua coluna no Canal Botafogo, fala da relação Bruno Paes e Botafogo. Embora os membros da atual diretoria tenham criticado ao extremo o empresário quando eram oposição, não pensaram duas vezes em renovar o contrato com a Novo Traço, empresa de Bruno Paes.

Bruno Paes é um velho conhecido do Botafogo. É dono da marca "Botafogo no Coração" e administrava a "Fogão Shop". Além disso, era responsável também pelo recebimento da manutenção dos títulos. Para mais informações sobre essa relação, aconselho voltarem à coluna do Bernardo.

Vamos tentar nos ater às razões que levaram o clube a fazer essa porcaria de Sócio-Torcedor.

O Botafogo não tem dinheiro. Ao contrário do que o presidente e sua turma falavam, 2010 não será um bom ano para o clube. Para vocês terem idéia do estado de penúria pelo qual passamos, já anteciparam até dinheiro de patrocínio da camisa que ainda não foi assinado! Foi feito através de garantias em bancos, certamente ajudado por um influente membro do Conselho Deliberativo que é diretor de um banco.

O presidente sabe que precisamos de dinheiro. Ele não pode passar pelo que passou em 2009, quando o time brigou até o último momento contra o rebaixamento. Com o time em crise, o apoio político interno diminui. Tanto é que vários membros do "Mais Botafogo" voltaram a assumir cargos na administração nesses últimos dias.

Com esse cenário, (re)aparece Bruno Paes. Oferece um modelo de Sócio-Torcedor muito parecido com o que ele mesmo havia feito antes no clube (reparem que a arte do site do ST é bem parecida com a divulgação do antigo Botafogo no Coração). Entretanto, havia um projeto de ST sendo discutido há quase um ano e que passou por diversas pessoas dentro e fora do clube (eu, inclusive).

Então, o que fazer?

Ora, Bruno Paes oferece uma vultosa soma de dinheiro como adiantamento, exatamente como fez no passado com o Botafogo, em troca de toda a (precária) estrutura e administração do programa. Sem dinheiro e precisando cumprir uma de suas promessas de campanha e principal crítica dos torcedores, o presidente (possivelmente ajudado pelo Renato Blaute) não pestaneja em comprar uma briga com o diretor de Marketing e fecha o acordo com Bruno Paes, engessando o Botafogo por um ano, prazo de duração desse contrato. E ainda soltam uma nota falando do pedido de demissão do Márcio Padilha onde transferem toda a responsabilidade sobre o ST para ele.

Como eles costumam cobrar cerca de 40% sobre o valor que eles administram, a taxa irá subir ainda mais com esses adiantamentos. Com isso, receberemos uma miséria de algo que poderia ser uma fonte de renda adicional. Na verdade, um programa que poderia garantir alguns meses do orçamento garantirá um mês.

Isso se não chegarmos ao final do ano com dificuldades, sem mais de onde adiantar dinheiro e chamarmos o Bruno Paes para "conversar".

Pobre Botafogo!

"Novo" Plano de Sócio-Torcedor

Meus amigos, estou inteiramente decepcionado com o que eu vi desse novo plano. Não só por me sentir um idiota por ter perdido tanto tempo e dinheiro entre idas ao clube para discutir um novo modelo, mas, também, por ver que estamos - mais uma vez vez - jogando uma oportunidade fora.


Para quem não viu ainda, sugiro um passeio no site do novo plano. Lá, estão descritos as três categorias (os preços são para não sócios/sócio proprietários :

VIP (R$120 / 90) - Cadeira personalizada na Oeste Inferior.

Acima de tudo (R$50 / 40) - Acesso livre à Oeste Superior.

Sem Fronteiras (R$25) - 50% de desconto em um ingresso.

Os três planos também oferecem acesso a áreas exclusivas do site e promoções, além de descontos em "diversos estabelecimentos comerciais" que não são descritos. Ou seja, temos que acreditar que serão fechados convênios.

É uma vergonha isso. Simplesmente não dá para acreditar que demoraram tanto tempo para lançar algo desse nível. Não vou nem entrar no mérito do voto, pois, a julgar pelas últimas reuniões no Conselho Deliberativo, eu já sabia que não seria lançado nada nesse sentido, embora eu tenha ouvido algumas coisas a respeito de reativação do Sócio-Contribuinte.

Vamos falar de cada plano individualmente.

Plano "Sem Fronteiras"

O objetivo, a julgar pelo nome, é dar a oportunidade ao torcedor de todo o Brasil ajudar o clube, certo? Não! Seria se o principal atrativo do plano não fosse o desconto de 50% na compra do ingresso. Então, chego à conclusão que tentaram controlar o problema da meia-entrada com o torcedor de fora do Rio de Janeiro e chegaram à essa estrovenga.

Por que não lançar um plano exclusivo para aqueles que estão fora do Rio. Dez reais com direito ao acesso ao site e um sorteio aqui e outro acolá? Isso quase não gera custos. Agora, misturam duas categorias completamente diferentes e não terão ninguém.

A mesma coisa em relação à meia-entrada. Por que 25 reais? Qual o critério? Como temos, em média, dois jogos por mês, ele gastará 65 reais se for aos dois jogos. Sem aderir ao plano, ele teria pago 40, se tivesse direito ao desconto ou conseguisse por outras maneiras. Vale à pena gastar esses 25 reais a mais? Não vale, já que ele terá que enfrentar a fila do mesmo jeito, ainda mais que só poderá comprar com exclusividade nas primeiras 48 horas de venda.

E não adianta pensar que as pessoas irão aderir apenas por amor ao Botafogo. Não é assim que funciona. Quer dizer, pode até ser, se você quer reduzir um programa de sócio-torcedor aos malucos que hoje são adimplentes (cerca de 500 hoje).

E outra: um ingresso custa 40 reais. Por esse plano, você gastaria 25+20 reais, totalizando 45 reais. Quer dizer, se você for a um mísero jogo por mês, é melhor gastar cinco reais a mais e pegar o plano de 50 onde você entra livremente no setor Oeste Superior.

Solução:

Destrinchar em dois planos de dez reais:

1 - "Sem Fronteiras": exclusivos para torcedores de fora do Rio de Janeiro que queiram apenas contribuir com o seu clube de coração e possuir uma carteira. Daria direito a promoções.

2 - "Botafogo Sempre": concederia o desconto de 50% para o titular do plano em qualquer setor. Fila exclusiva e prioridade na compra. Também possibilitaria a compra pela internet e daria direito a promoções.

Acima de Tudo e Cadeira VIP

Aqui a minha crítica vai aos valores, embora eu entenda que isso dependa da maneira pela qual você trabalhará os preços no Engenhão. Entretanto, fica difícil para eu acreditar que um plano de 120 reais por mês será um sucesso.

Agora dá para entender por que eles não abriram a apresentação dos planos à torcidas ou aos sócios. Vai que alguém faz alguma pergunta?

Ainda há outras críticas a serem feitas. Como, por exemplo, não terem passado nenhuma instrução às meninas que atendem em General Severiano. Elas estão completamente perdidas.

O Botafogo é assim, quando você acha que vai, fica.

Amor sem Fronteiras

O amigo (e sumido) catarinense Pamplona, que está lá na Irlanda, escreve um texto sobre a conquista da Taça Guanabara no último domingo. Pamplona que já havia feito o seu Trabalho de Conclusão de Curso (monografia é coisa do século XX) sobre torcer à distância (veja aqui), fala mais uma vez sobre o tema:


"Se o mais belo dos sentimentos é o amor, a maior das alegrias é o amor correspondido. Quantas vezes somos desrespeitados, humilhados, esquecidos pela grande paixão das nossas vidas. Por mais que provemos diariamente a veracidade e a força desse afeto, há ocasiões em que a reciprocidade simplesmente inexiste. Porém, depois de tanto maltratar, de vez em quando esse amor resolve se manifestar e mostrar que todos os atos negativos servem apenas para colocar em prova a resistência dessa chama."

O restante você lê no blog dele, chamado Direto de Dublin.

Lançamento do novo plano de Sócio-Torcedor

Pelo que é comentado nos fóruns, parece que os novos planos de Sócio-Torcedor serão lançados amanhã, em General Severiano. Ainda não sei o formato, se haverá ou não a possibilidade de votar ou ser votado, mas vale a nossa torcida.

Na metade do ano passado, eu participei, junto com dois amigos, de um grupo de trabalho para ajudar o então recém-empossado diretor de marketing, Márcio Padilha, nesses planos. O projeto encaminhado previa a possibilidade de votar e ser votado.

Que amanhã seja o início de uma nova era no Botafogo.

Erro Fatal (Crazy Mix)

31 minutos de Botafogo

No post "Polarização", eu falei sobre a importância de ganhar títulos e o conseqüente aumento na divulgação por parte da imprensa. Pois bem, no programa "Linha de Passe", da ESPN Brasil, que está acontecendo agora, o Botafogo ocupou os trinta e um minutos iniciais do programa.


Vou repetir: trinta e um minutos.

O Fluminense, para variar, foi ignorado. O Flamengo foi citado pelo Márcio Guedes. Já o Vasco foi um pouco mais lembrado por todos, mas nada que chegasse perto de um minuto.

Essa é a diferença.

De novo, de novo, de novo...

Nem Joel acredita no que fez



Há uma imagem que não sai da minha cabeça: após o segundo gol, Joel olha para o lado e, com a mão espalmada, faz um gesto como se estivesse mandando alguém esperar para comemorar, que o jogo ainda não tinha acabado. Isso é Botafogo. Ali, só o impossível nos tiraria o título, mas, talvez Joel pensasse que ele havia feito o que muitos achavam impossível. Então, será que não havia chance do milagre se repetir?

Não, não havia. E Joel até poderia saber disso, mas não arriscaria. Quem assumiu um clube no inferno há menos de um mês e hoje está no céu, podia esperar mais um pouco para comemorar a sua obra.

Mas, aqui, é bom fazer algumas ressalvas. O título, como muitos da imprensa tentam estampar, não foi obra apenas do Joel. Seu mérito foi reconstruir os nervos em frangalhos de uma equipe e conscientizá-la das suas limitações. Sem nos entender, não podemos entender o adversário. E esse é o caminho da vitória, como diria Sun Tzu.

É inegável também a contribuição dos dois hermanos ao espírito da equipe e da torcida. Reparem logo no início do jogo o pique que o Loco Abreu dá em direção aos vascaínos para marcá-los. Isso é Túlio Maravilha em 95 contra o Santos. Isso é um jogador que está acostumado e gosta de vencer. E é isso que precisamos.

Assim, estamos na quinta final consecutiva. Por toda a Taça Rio, eles terão que falar que os demais times estarão correndo atrás da oportunidade de enfrentar o Botafogo na final. Por quase dois meses, o nosso nome terá que ser citado lá no noticiário dos demais clubes. E é assim que tem que ser. Eles têm que ficar de saco cheio de ler sobre o Botafogo. 

Ainda não temos nada, mas estamos a duas vitórias do título. Já eles, a pelo menos quatro.

E lá vamos nós, campeões de novo, de novo, de novo...

É campeão!


A foto é do Pedro Kirilos, do Lance! (e do Botafogo!)

Ops...



O destino (por Mário Filho)

Do livro "O negro no futebol brasileiro" de autoria do Mário Filho (1947):


"(...) Todo torcedor, por mais confiança que tenha em seu time, conhece bem esse instante de suprema humildade. Então sabe, com certeza plena, que um jogo é um jogo é um jogo. Que tudo pode acontecer num jogo. Que será o que Deus quiser.

(...)

Toda a força do futebol está nesse encontro frente a frente, um olhando nos olhos do outro, do homem com o destino. Só que o homem só vê o destino depois que ele descerra o último véu. Por isso é que o torcedor se encolhe e emudece no momento em que o destino vai principiar a desencadear-se, sem que qualquer força humana possa detê-lo."

OBS: Enquanto o destino não descerra o último véu, façamos a nossa parte.

Polarização

Uma das consequências mais importantes da nossa chegada à final da Taça Guanabara é o impedimento do confronto do Flamengo com o Vasco. Uma rivalidade criada artificialmente - mas com muita habilidade - por Eurico Miranda e que Roberto Dinamite busca trazer de volta à tona.


A imprensa, claro, adoraria. Faria as manjadas matérias com o Zico e com o Roberto Dinamite e, no final, eles falariam juntos uma frase do tipo "que vença o melhor".

Eurico foi muito esperto e soube capitalizar em cima disso e conseguiu distanciar o Vasco do Botafogo e do Fluminense, criando a idéia de que o clube de São Januário pudesse disputar em número de torcida com o Flamengo.

Com isso, o Botafogo e o Fluminense foram meros coadjuvantes por muito tempo no Rio de Janeiro, o que, mesmo que os dois times tivessem algumas conquistas (ok, o Fluminense ganhou a Série C e se igualou ao Olaria), limitava e muito o crescimento das torcidas.

Sendo assim, nada melhor que eliminar o Flamengo e impedi-los de monopolizar o noticiário. Para variar, chegamos a uma final de turno e estamos a um jogo de aparecermos - pela quinta vez seguida - na final de carioca.

A polarização tem que ser conosco. Essa é a meta. Depois, a hegemonia.

Papai Joel X papai juiz

O carlitense Rogério Lessa envia mais um texto ao blog, desta vez sobre a vitória de ontem:



Papai Joel X papai juiz 


Ganhar ou perder do flamengo é coisa trivial. A lição que fica da virada de ontem é  que, em se tratando de amor, malandragem e futebol, o que deve prevalecer é o jeito e não a força. Por sinal, filhinho da mamãe não  é o garoto que chora, mas aquele que chama o papai (juiz) sempre que vê ameaçado o seu sonho de ser “superior” aos outros.

Ontem só faltou o gol de mão do “Loco” ser validado para a festa ser completa, mas os jogadores deram um show de malandragem ao enganar a arbitragem, convencendo-a de que a falta não teria sido cometida pelo já tradicionalmente desastrado Fahel. Isto é bem diferente do que tirar o título de um clube grande à força, como foi feito em 2007, com a invenção de um impedimento de Dodô, seguida da expulsão de nosso melhor batedor de pênaltis, e depois querer tirar uma de malandro.

O flamenguista Jorge Ben  (hoje Benjor) fala dos “malandros otários” na música Charles 45, referindo-se à covardia de alguns marginais contra o povo humilde e desarmado. É o que a Flapress fez com o Botafogo nesses últimos anos.

Aproveito para perguntar: porque Juan e Leo Moura têm o direito de dar pernadas por trás sem sequer levar um cartão amarelo? Agora mesmo estou lendo a excelente autobiobrafia do digno jornalista Samuel Wainer. Certa vez, Wainer disse duas frases fundamentais a Getúlio Vargas: 1) “A imprensa pode não ajudar a ganhar, mas ajuda a perder”. 2) “O senhor só vai aparecer nos jornais quando houver algo negativo a noticiar”.

Contra o Vasco, não devemos ir com espírito de vingança, pois foram os jornalistas flamenguistas com trauma de infância, os que mais tripudiaram com um 6 X 0 e um time querendo derrubar o técnico.

...e fomos Botafogo!

Nós não fomos melhores em campo. Mas eu não me preocupo com isso desde 2007. Nós não fomos maiores nas arquibancadas, mas eu não me preocupo com isso contra eles.


Fomos, sim, vibrantes em campo e fora dele. E é isso que importa de verdade. Cada mil simpatizantes daquele time não têm a metade da energia e, principalmente, o envolvimento com o clube que um botafoguense tem. Em geral, a relação deles com o clube é tão tênue que se quebra ao menor sinal de uma má fase.

Mas nós, não. Quem veste a alvinegra e entra no portão 12, já passou por tantos momentos ruins que não será um simples acidente de percurso que o fará desistir.

E é por isso que sempre cantaremos mais alto, não importa quantos tenhamos do lado de cá e eles do lado de lá. Para a maior parte deles, o estádio é uma festa e que, por acaso, há um jogo de futebol acontecendo lá naquele espaço verde.

Assim, ao menos desta vez, o time do Botafogo jogou como Botafogo e honrou cada um daqueles que estavam à direita da Tribuna de Honra.

Não foi apenas uma vitória, mas, também, um alívio. Uma interrupção nessa sequência pavorosa, injusta e imoral.

Hoje nós fomos o Botafogo. E isso sempre bastou para vencê-los.

Próximo!

FOOOOOOOOOOOGOOOOOO!!!


Foto do Lance! (Paulo Sérgio)

É hoje!

Amigos, confesso que não tenho mais o que falar sobre o jogo contra aqueles caras. É tanta coisa envolvida, são tantas lembranças de roubos e vergonhas que só de lembrar eu fico com mais raiva deles.


Que o Botafogo seja o Botafogo hoje. Só isso.

A torcida como parte do espetáculo

Há quanto tempo você não vai a um estádio e presencia um momento histórico que você - instantaneamente - sabe que irá contar para os seus filhos e netos daqui a uns 30 anos?

Faz muito tempo que não somos testemunhas de um lance genial ou um gol incrível que nos faça olhar para o lado e perguntar: "você viu aquilo?".

Não posso jogar a culpa apenas na mediocridade do atual time do Botafogo. Nos últimos dez anos, posso citar o gol de letra do Alex Alves contra aquele time; vários momentos do time de 2007, com destaque, talvez, para o segundo gol contra o Vasco, no 2 x 0 do Brasileiro, onde fizemos uma linha de passe sensacional e o drible do Maicosuel no Juan.

Uma das grandes atrações do esporte é a imprevisibilidade. Quer dizer, nós, pessoas normais, podemos praticar a maioria dos esportes que existem. Porém, seremos medíocres em todos eles, com alguma exceção aqui ou ali. Já os profissionais, não. Deles é esperado algo diferente, que fuja da normalidade - e é exatamente isso que leva as pessoas aos estádios e à TV, não apenas a presença de um craque.

Obviamente não estou falando de jogos decisivos. Onde a expectativa pelo título é a maior atração.

Ao sair da mesmice, ao criar-se a expectativa de que poderemos presenciar um time sensacional, uma jogada genial, uma outra goleada ou um gol como aquele que foi reprisado mil vezes em todos os programas esportivos, aumenta-se, gradativamente, o interesse pelas partidas.

Vale lembrar que tal sentimento é potencializado por estarmos não apenas na era da informação, mas, também, em uma época onde o público é parte do espetáculo - quando não é a principal.

Hoje, mandamos um torpedo do estádio para os nossos amigos e, ao chegarmos em casa, atualizamos o blog, orkut e twitter com as nossas impressões do jogo. Se presenciamos algo "fora de série" (como eu descrevi alguns parágrafos acima), contaminamos os demais com a vontade de estar em um estádio e fazer parte daquele espetáculo e/ou presenciar um novo momento extraordinário.

E é na torcida que temos que trabalhar. É necessário fortalecer a idéia de que assistir a um jogo do Botafogo é algo único. Claro que, hoje, o time não ajuda e, a não ser em momentos de curta duração como uma briga contra o rebaixamento ou algum ocasional jogo de final de campeonato, é impossível trabalhar a torcida nesse sentido. Quer dizer, seria possível chamando a torcida para reconstrução do clube, mas isso só poderia acontecer com um novo presidente e que tivesse muita empatia com a torcida.

Voltando à idéia inicial da imprevisibilidade. O quanto levaríamos a mais de pessoas ao estádio se o Maicosuel não continuasse no Botafogo após o drible desconcertante na final contra aquele anão moral? A imagem do drible se espalhou como um "flagra do BBB" por toda a internet. Quantas pessoas que não tinham ido a um jogo naquele ano não seriam tentadas a ir se soubessem que o Maicosuel jogaria no próximo?

Sendo assim, não basta apenas um time forte. Com toda a facilidade para assistir um jogo em casa ou no bar mais próximo, é necessário mais. Precisamos tornar um jogo do Botafogo uma experiência única, envolvendo o time, o Engenhão e a torcida.

Alterações na página

Terminei algumas alterações no blog que devem torná-lo melhor. São elas:


1 - Números do blog do MCR: Está no menu à direita, logo abaixo dos seguidores. São quatro ícones: um para assinar o feed, outro com o link para o twitter e mais dois com os números de posts (artigos) e comentários que já foram feitos no blog.

2 - Feed: Consertei o feed, que havia saído de nossa página por puro esquecimento meu.

3 - Contador de páginas: Lá no final do blog, ao invés daquele link chato de "postagens mais antigas", fiz a troca para uma ferramenta que enumera as páginas. Muito mais prático.

4 - Divulgador de posts: Se você clicar em algum post, irá aparecer uma ferramenta para que você possa divulgá-lo em sete redes sociais, incluindo o Twitter, Facebook e o My Space.

Agora só falta conseguir botar o símbolo do Botafogo no menu. O que deveria ser o mais fácil é o mais difícil! Aceito ajuda.

Antes de terminar, tenho que agradecer (e divulgar) o excelente Ferramentas Blog. Graças a ele eu consegui efetuar essas mudanças. Para quem tem um blog, vale uma visita.

Infelizmente, deu Vasco

Ontem eu torci pelo Fluminense. Não por causa da nossa derrota para o Vasco, mas, sim, pois o time colorido me parece um pouco mais bagunçado que o "time com patrocínio da estatal monopolista". O Vasco dominou o meio-campo no jogo de ontem e foi melhor a maior parte do tempo. 


Agora, não vou falar em um possível jogo final. Isso dá azar. Embora eu tenha que lembrar que os torcedores que adoraram o Eurico Miranda por duas décadas já tenham cantado músicas dizendo que vão pegar o nosso adversário de quarta na final.

Deixem eles.


Tchau!

Não adiantou rezar, o Fluminense - para variar - foi eliminado. Agora a fantasia só servirá para os blocos:

Anti-Marketing

O texto abaixo é do carlitense Rogério Lessa.

Anti-Marketing

O Botafogo vive talvez a pior crise de sua história. Difícil dizer quando começou. Ao desfazer o time campeão brasileiro de 1995? Quando caiu para a segunda divisão? Não importa. Hoje não temos mais um "glorioso passado recente" que nos ajude a resistir como na época do jejum de títulos.

O renascimento iniciado em 2007 foi imediatamente abortado por jornais, bandeirinhas, juízes e por muitos erros do próprio Botafogo. O clube já não pertencia mais ao cada vez mais restrito grupo dos protagonistas do futebol brasileiro e os jogadores passaram a adotar essa postura inferiorizada em campo - teria começado no jogo do River, na Argentina, ou contra o River do Piauí, decepcionando uma caravana de fanáticos que acompanhara o ônibus do time por centenas de quilômetros? Como explicar aquele "almoçando com o inimigo" na véspera da decisão da Taça Rio de 2009?

Nesta semana, mais de duas mil pessoas foram receber o Botafogo em Belém para a partida contra o São Raimundo. No estádio, na hora do jogo, houve uma autêntica festa popular. Faltou o quê para a noite ser completamente feliz? Faltou o Botafogo, o time titular do Botafogo, dizer a que veio - ou a que foi. E a tarefa não era das mais difíceis, já que o adversário era o campeão ... da série D !

Agora, quem pagará R$ 50 para ver uma semi-final estilo Quarta-feira de Cinzas? O Botafogo está virando caso para professores de faculdade de comunicação mostrarem como se destrói uma marca poderosa.

Algumas rápidas

- Não vi o jogo ontem. Mas não acreditei que perdemos para o último colocado do campeonato paraense.

- Para variar, Leandro Guerreiro falhou no gol.


- O meio-campo continuou com Leandro Guerreiro, Lúcio Flávio e Eduardo.


- No jogo do Vasco, falaram que o Botafogo estava interessado no atacante do Souza (?) que tropeçou sozinho e se machucou. Eu tento não acreditar.

- Anunciaram a saída do Cláudio Good da diretoria em nota oficial no site. O tom é de desespero. E deve sair mais gente em breve.

- Sandro Silva, volante do Palmeiras, foi contratado. Não sei se é bom, mas é segundo volante, coisa que não temos no elenco. Já é um bom sinal.

- Alguém viu a tabela do segundo turno? Jogaremos três fora da cidade do Rio de Janeiro, já o Vasco só vai até Volta Redonda. Depois eu explico melhor aqui.

- O problema no meu computador continua. Espero resolvê-lo hoje.

Problemas

Pessoal,

peço desculpas pela falta de atualização do blog, mas estou desde sexta-feira com problemas no meu acesso à internet.

De qualquer forma, espero resolver o problema ainda hoje.

E que nós sigamos na concentração para a batalha contra o Império do Mal.

Que eles virem cinzas!

Isso é o estádio da Suderj


Na bilheteria do Maracanã, os torcedores têm que ficar ajoelhados no chão para conseguirem comprar os seus ingressos. Além disso, os ingressos só chegaram por volta das 18h45, 45 minutos antes do início do jogo.

O desrespeito ao torcedor é cada vez maior.