Movimento Carlito Rocha

17 anos de luta pelo Botafogo!

Consertando o Botafogo VI - Marketing

Com algum atraso, publico o link de mais uma excelente coluna do meu amigo e carlitense, Bernardo Santoro. Caso vocês não conheçam a série, ela é composta de dez artigos que pretendem cobrir todas as áreas do clube, descrevendo-as e apontando soluções para que possamos crescer.


Os links das colunas anteriores estão ali, no menu na direita do blog.

O link da última coluna está aqui: Consertando o Botafogo VI - Marketing

No Brasileirão, o Botafogo volta a ser o rei dos sábados


Hoje foi divulgada a tabela do Brasileirão 2010 e, para variar, o Botafogo volta a ser excluídos dos domingos, o dia nobre do futebol. Analisando apenas a tabela do primeiro turno, já que o segundo não está totalmente fechado (vá entender), podemos ver que seremos o time que mais jogará aos sábados: oito vezes. O Atlético Goianiense (recém promovido da segunda divisão) e o Vitória são os segundos colocados nesse "quesito", com seis jogos cada um.

Falo disso com antecedência, pois, no dia 27 de junho do ano passado, o então vice de Comunicação, Beto Macedo, deu a seguinte declaração para o Lance!:

"A diferença é enorme, em termos de divulgação da marca. Todo patrocinador que se preza quer ter os jogos transmitidos no horário nobre, que dá mais visibilidade. Mas acho que no clube ninguém nem sequer havia reparado nisso"

Ainda na mesma matéria, o especialista em marketing esportivo, Amir Somoggi, falou a respeito do número excessivo de jogos aos sábados:

"Domingo é o dia tradicional do futebol e pode soar mal para o Botafogo essa distribuição. Mas, como os clubes não têm o poder de reclamar, quem monta a grade é a TV Globo, detentora dos direitos de transmissão. E ela sabe que o Botafogo jamais teria a visibilidade de Flamengo ou Vasco, este mesmo na Série B.

É evidente, por outro lado, que compromete os patrocinadores, mas não há muito o que fazer, apenas tentar acumular outras receitas para crescer e mudar isso. A melhor saída é atrair o público para o estádio, para ver o time ao vivo, principalmente com o sócio-torcedor, que faz muito sucesso no Sul e por aqui, não".

Cliquem no link abaixo para ver a distribuição de jogos por dias e horários de cada time no primeiro turno do Brasileirão desse ano:


Só para constar: teremos dois jogos com exibição pela Globo para o Rio e outro para todo o Brasil (menos para o Rio). Já pela Sportv, teremos sete jogos, sendo cinco para o Rio de Janeiro e os outros dois para todo o Brasil.

Absurdo

No meio do caminho para o Maracanã, eu me dei conta do absurdo que é o meu post abaixo no qual eu conto com a chuva para nos ajudar a vencer.


Não foi nada pensado e analisado. Foi uma reação natural de quem olhou para o céu, viu a possibilidade de chuva e imediatamente fez a associação com o futebol, pensando que seria uma vantagem. Isso não é uma prova da fragilidade do time?

Hoje o Botafogo foi inteiramente dominado do início ao fim, com um meio-campo medíocre pela milésima vez, com Leandro Guerreiro, Eduardo e Lúcio Flávio sendo completamente nulos. Quer dizer, nulos seriam se não fizessem nada. Mas o volante perdeu, entre muitas outras, a bola que originou o primeiro gol do Fluminense e o Eduardo e o Lúcio Flávio erraram tudo o que tentaram.

Caso vocês não tenham percebido, o Botafogo deu um mísero chute a gol durante todo o jogo: na hora do pênalti. Já o Fluminense, criou diversas chances, chegando a chutar seis bolas ao gol durante todo o primeiro tempo.

Entretanto, o mais irritante foi a apatia do time após sofrer o segundo gol. Todos ficaram anestesiados, como se não houvesse qualquer chance de empatar o jogo. O time do Fluminense tocando a bola e o Botafogo olhando. 

Após o jogo, Joel deu uma entrevista completamente desnecessária, chegando a ser arrogante com uma jornalista que perguntava sobre as possíveis mudanças para o próximo jogo. Joel respondeu que iria ensiná-la a nunca mais perguntar isso, que titular apenas o presidente.

Para piorar, disse que não sabia como vencer o São Raimundo e que perdeu hoje pois o time teve uma "pane".

Não, o time não teve uma pane. O time perdeu pois é ruim e o Joel não sabe escalar. O técnico da prancheta acha que pode insistir com o Caio entrando no segundo tempo sempre. Isso vai dar certo uma vez ou outra e, em geral, com times com técnicos fracos. E todos sabem que o Cuca não é um técnico fraco.

Antes que falem que ele escala esses jogadores pois não tem opção, é bom lembrar que o único reforço que ele recomendou até agora foi o Jean, ex-Vasco e Flamengo. Ou seja: estamos ferrados.

Rumo ao Maracanã

Amigos, partindo agora para o Maracanã. Olhando para o céu, podemos contar que irá chover bastante, possivelmente repetindo o dilúvio de ontem, onde o Rio Maracanã chegou a transbordar.


Acredito que isso possa nos favorecer, já que o Fluminense é um time muito mais rápido e terá dificuldades em jogar na chuva. Ao contrário do Botafogo, que joga um pouco mais fechado atrás e conta com o Loco Abreu.

Mas temos que vencer esses caras no Saara ou na Islândia. Não há desculpa!

Fogo!

Jogo Rápido

Tive que passar aqui rapidinho:


- pedofilia

- drogas

- mandar os traficantes amarrarem a mulher em uma árvore

Se isso tivesse acontecido no Botafogo, todos nós estaríamos presos como cúmplices. Mas como é no Flamengo, mal vira notícia.

Intervalo

Amigos, darei um intervalo de alguns dias na publicação do blog. Estou envolvido na finalização de um projeto pessoal que ocupará a minha atenção até a segunda-feira. Sendo assim, peço uma "folga" a todos vocês e me ausento durante esses poucos dias.

Peço, também, desculpas pela pouca atenção dedicada aos comentários. Semana que vem volto ao ritmo normal.


Entretanto, após esse pequeno intervalo, voltarei a trabalhar em uma ferramenta para o blog que ajudará e muito a interação entre todos que frequentam esse espaço. Acredito que vocês irão gostar.

Até logo!

OBS: Obviamente, eu já comprei o meu ingresso para domingo. Eu não consigo me desligar tanto assim.

A história do patrocínio

Durante a semana, foi divulgado que o Botafogo não assinaria um contrato com a Hypermarcas (Bozzano e Neo Química Genéricos) pois havia um acordo para que não houvesse divulgação. Obviamente, a possibilidade de a empresa assinar com o Botafogo saiu na imprensa.


Sendo assim, segundo a própria imprensa, a empresa resolveu não assinar o contrato de patrocínio.

Eu não acredito nessa história.

Não faz o menor sentido uma empresa que assina um contrato por um jogo final, é agraciada no jogo seguinte com uma exposição gratuita e ainda tem um representante na apresentação do programa de sócio-torcedor acreditar que a informação continuasse sigilosa. Ok, no Botafogo tem um monte de gente com compulsão por microfones e gravadores. Mas é muito difícil acreditar nessa história.

A versão que faz mais sentido é a de uma briga na duração do contrato. A Hypermarcas queria patrocinar apenas até o fim do estadual, pois sabe que poderá contar com a imensa exposição que o Botafogo terá com os dois jogos finais. É malandragem da empresa pois sabe que o Botafogo não tem time para brilhar no brasileiro e, se tudo der certo, terá uma posição intermediária na tabela, o que significa uma cobertura da imprensa bem pequena. Os caras não estão errados, eles têm que brigar pelo dele.

Do lado do Botafogo, havia o interesse de levar o contrato até o fim do ano (ou até o próximo estadual, como dizem algumas matérias). Então, pode ter surgido aí a discórdia. Ainda mais que existe uma pressão em cima do clube para gerar caixa, já que há uma boa soma de dinheiro que já foi adiantado junto aos bancos referente ao patrocínio da camisa.

Enfim, podemos aqui especular até amanhã, mas o que realmente importa agora é que estamos em março e não temos um patrocínio.

Bem, mas nós temos um excelente programa de sócio-torcedor, correto? 

Parabéns ao Clube de Regatas Vasco da Gama!

O ex-clube do Eurico Miranda acabou de estabelecer o novo recorde negativo no nosso estádio, o Engenhão: apenas 932 pagantes na vitória de hoje contra o Bangu.


Parabéns, Vasco!

A matéria da ESPN Brasil

Pessoal, segue abaixo a matéria da ESPN Brasil mencionada no post abaixo.




OBS: Saiu também uma nota no Globoesporte.

Entrevista para a ESPN Brasil

Eu e o meu amigo Fernando Lôpo concedemos uma entrevista no início da noite para a ESPN Brasil sobre o caso do "meu ingresso não está no borderô", referente ao nosso jogo contra o Tigres, em São Januário, onde não havia discriminado no borderô nenhum ingresso posto à venda (ou vendido) para as cadeiras sociais. Embora nós estivéssemos...nas cadeiras!


Mauro Cezar Pereira e Cícero Mello, jornalistas da ESPN Brasil, ficaram interessados no assunto e entraram em contato com o Fernando agendando a entrevista conosco. Cícero Mello entrevistou também o promotor Rodrigo Terra.

A matéria deve ir ao hoje à noite, às 23h, no programa chamado Sportcenter.

OBS: Não estranhem a minha performance, caso eu realmente apareça. Eu estou para as câmeras assim como o André Lima está para o futebol.

Por um Botafogo de todos nós

No caminho de volta para a casa após mais uma reunião do MCR, me peguei pensando como era boa a vida antes de eu ver aquele maldito balancete do ano de 1995. Dormia com o rádio escondido debaixo do travesseiro ouvindo a Tupi do Marcos Aurélio na espera de uma novidade sobre o Botafogo. Como sempre, eles deixavam a bomba para o final - que, na maioria das vezes, se revelava um estalinho.


Essa era a minha relação com o Botafogo. Saía com os amigos botafoguenses comprando 7up até não aguentarmos mais, sem nos preocuparmos com beneméritos, cotas de TV, ingressos e atrasos de salários. Ora, o meu mundo alvinegro incluía apenas estádios, refrigerantes e o radinho.

Mas houve uma hora em que isso mudou. Não dava mais para ver o time do Botafogo indo ladeira abaixo. Eu precisava fazer alguma coisa. Juntei-me ao Mitob (um movimento de torcedores) e depois ao MCR. Eu tinha certeza apenas de uma coisa: não adiantava nada ficar reclamando sem agir. Era necessário fazer a minha parte.

Sim, mas de dez anos se passaram desde que eu comecei a ver de uma outra maneira todas as notícias que veem de General Severiano. Eu mudei alguma coisa? Não, sozinho eu tenho a plena consciência de que não poderei fazer nada. Mas tenho certeza que ajudei a despertar em muita gente a vontade de fazer algo, de participar, de construir um Botafogo melhor.

Portanto, meus amigos, sei que sou extremamente crítico, quando não chato. Mas essa é a maneira que eu vejo de tentar despertar nas pessoas a mesma indignação pelas coisas erradas que acontecem no nosso clube. Não pensem vocês que eu não gostaria de ficar apenas escrevendo sobre os torcedores e a relação com o Botafogo. É isso realmente que me dá prazer e orgulho.

Fui extremamente duro nas minhas críticas ao Sócio-Torcedor pois depositava esperança de mudanças. Claro que me iludi feio. Mas eu acreditei que pudéssemos ter o direito ao voto ali, pois creio que é somente dessa maneira que podemos abrir o clube e fazer a torcida se envolver de verdade. Mas me enganei.

Sendo assim, só me resta convocar a vocês a comprar o título de sócio-proprietário. Quem não pode, faça um dos planos de sócio-torcedor. Quem estiver sem dinheiro, tente ir a um jogo e berre ou faça um cartaz dizendo "EU QUERO VOTAR!". E quem estiver totalmente duro, mande um e-mail para ouvidoria@botafogo.com.br dizendo que quer decidir quem vai gerir a sua paixão.

Agora, seja lá qual for o caso que você se encontre, junte-se ao Movimento Carlito Rocha para abrirmos esse clube dando direito a toda torcida de participar da vida política. O Botafogo não pode mais ser um clube de século XX. Nós não podemos perder mais tempo.

Mudanças na diretoria


As mudanças abaixo estão afixadas no mural da sede de General Severiano:

"18/02/2010 - Nomeado Alexandre Brito vice-administrativo.

08/02/2010 - Deferido pedido de demissão de Cláudio Good das vice-presidências Administrativa e Financeira.

22/02/2010 - Nomeado Carlos Mattos diretor de TI.

22/02/2010 - Nomeado Antonio Garcia diretor de RH.

22/02/2010 - Nomeado Luís Fernando Carvalho dos Santos diretor de Administração.

Francisco José Fonseca Filho ocupou interinamente a vice-presidência de Administração entre janeiro e fevereiro de 2010, por alguns dias."


Os três diretores e o vice-presidente administrativo fazem parte do grupo "Mais Botafogo". A informação divulgada em relação aos vice-administrativo e aos diretores de RH e de administração, é que eles teriam deixado o grupo para assumirem os seus cargos.

Além disso, o vice-geral Mantuano é, interinamente, o vice financeiro.

Locomania

O Bernardo Pombo, do Blog Bola de Meia do Globo, publicou essa semana um vídeo do Loco Abreu estrelando um comercial de supermercado! No vídeo, o uruguaio é açougueiro, caixa e tudo mais. Vejam abaixo:


Previsível?

Ontem, quando o Caio fez o primeiro gol, eu não consegui comemorar. Eu comecei a rir sozinho de tão absurda que era a situação. O garoto é muito sortudo! Estava no telefone com um amigo botafoguense na hora e e, obviamente, nós dois falamos que ele iria entrar e fazer o gol.


Previsível.

A estrela desse garoto é absurda. Ele trilha os mesmos passos do Dimba em 97, com a diferença que Dimba era horrível tecnicamente, e Caio Canedo é excelente nesse quesito.

Quanto ao time, não gostei muito da exibição. A zaga melhorou bastante, mas o meio-campo continuou a mesma porcaria de sempre, sem qualquer inspiração, com Eduardo e Lúcio Flávio recebendo para não fazerem nada.

Mas valeu pela vitória, não podemos jogar bem sempre. E que venha o time colorido!

E hoje começa a Taça Rio

Ninguém aguenta mais o Lúcio Flávio

Talvez vocês tenham esquecido, mas o Botafogo faz a sua estréia hoje na Taça Rio contra o Americano, em Campos. Aliás, voltamos a jogar por lá contra o time do Caixa D'Água após um hiato de três anos. A equipe do Botafogo deve ser a mesma da Taça Rio, sem nenhum dos jogadores contratados (Edno, Danny Moraes e Sandro Silva). A única novidade é a entrada do Renan no lugar do Jefferson.

Vamos ver como o Botafogo se comportará contra um dos piores times do campeonato. O Americano sofreu seis derrotas (7 gols a favor, 20 contra) e tem apenas uma vitória contra o laterna do campeonato, Duque de Caxias, que tem dois empates (Volta Redonda e Boavista).

Ao entrar em campo hoje, Lúcio Flávio atingirá a marca de 200 jogos pelo Botafogo. Eu não vou comentar.

O jogo tem início às 19h30 neste sábado e terá a exibição apenas do pay-per-view do Sportv.

Um sócio-torcedor não tão nosso

O programa de Sócio-Torcedor lançado ontem continua gerando discussões por todo o Botafogo. No meu texto abaixo, eu já mostrava a minha indignação com o fato de ter ajudado, junto com outras pessoas, em uma pequena parte do projeto e lançarem algo completamente diferente do que estava sendo discutido. Agora saiu a notícia que o Márcio Padilha, diretor de marketing, pediu demissão por causa do projeto de sócio-torcedor.

Por mais que alguns possam discordar do trabalho do Padilha frente ao marketing do clube, é preciso entender que não dá para colocar o programa de Sócio-Torcedor na conta dele. Fazer isso é desviar o foco dos verdadeiros culpados e ignorar alguns problemas que eu detalharei a seguir.

Bernardo Santoro, na sua coluna no Canal Botafogo, fala da relação Bruno Paes e Botafogo. Embora os membros da atual diretoria tenham criticado ao extremo o empresário quando eram oposição, não pensaram duas vezes em renovar o contrato com a Novo Traço, empresa de Bruno Paes.

Bruno Paes é um velho conhecido do Botafogo. É dono da marca "Botafogo no Coração" e administrava a "Fogão Shop". Além disso, era responsável também pelo recebimento da manutenção dos títulos. Para mais informações sobre essa relação, aconselho voltarem à coluna do Bernardo.

Vamos tentar nos ater às razões que levaram o clube a fazer essa porcaria de Sócio-Torcedor.

O Botafogo não tem dinheiro. Ao contrário do que o presidente e sua turma falavam, 2010 não será um bom ano para o clube. Para vocês terem idéia do estado de penúria pelo qual passamos, já anteciparam até dinheiro de patrocínio da camisa que ainda não foi assinado! Foi feito através de garantias em bancos, certamente ajudado por um influente membro do Conselho Deliberativo que é diretor de um banco.

O presidente sabe que precisamos de dinheiro. Ele não pode passar pelo que passou em 2009, quando o time brigou até o último momento contra o rebaixamento. Com o time em crise, o apoio político interno diminui. Tanto é que vários membros do "Mais Botafogo" voltaram a assumir cargos na administração nesses últimos dias.

Com esse cenário, (re)aparece Bruno Paes. Oferece um modelo de Sócio-Torcedor muito parecido com o que ele mesmo havia feito antes no clube (reparem que a arte do site do ST é bem parecida com a divulgação do antigo Botafogo no Coração). Entretanto, havia um projeto de ST sendo discutido há quase um ano e que passou por diversas pessoas dentro e fora do clube (eu, inclusive).

Então, o que fazer?

Ora, Bruno Paes oferece uma vultosa soma de dinheiro como adiantamento, exatamente como fez no passado com o Botafogo, em troca de toda a (precária) estrutura e administração do programa. Sem dinheiro e precisando cumprir uma de suas promessas de campanha e principal crítica dos torcedores, o presidente (possivelmente ajudado pelo Renato Blaute) não pestaneja em comprar uma briga com o diretor de Marketing e fecha o acordo com Bruno Paes, engessando o Botafogo por um ano, prazo de duração desse contrato. E ainda soltam uma nota falando do pedido de demissão do Márcio Padilha onde transferem toda a responsabilidade sobre o ST para ele.

Como eles costumam cobrar cerca de 40% sobre o valor que eles administram, a taxa irá subir ainda mais com esses adiantamentos. Com isso, receberemos uma miséria de algo que poderia ser uma fonte de renda adicional. Na verdade, um programa que poderia garantir alguns meses do orçamento garantirá um mês.

Isso se não chegarmos ao final do ano com dificuldades, sem mais de onde adiantar dinheiro e chamarmos o Bruno Paes para "conversar".

Pobre Botafogo!

"Novo" Plano de Sócio-Torcedor

Meus amigos, estou inteiramente decepcionado com o que eu vi desse novo plano. Não só por me sentir um idiota por ter perdido tanto tempo e dinheiro entre idas ao clube para discutir um novo modelo, mas, também, por ver que estamos - mais uma vez vez - jogando uma oportunidade fora.


Para quem não viu ainda, sugiro um passeio no site do novo plano. Lá, estão descritos as três categorias (os preços são para não sócios/sócio proprietários :

VIP (R$120 / 90) - Cadeira personalizada na Oeste Inferior.

Acima de tudo (R$50 / 40) - Acesso livre à Oeste Superior.

Sem Fronteiras (R$25) - 50% de desconto em um ingresso.

Os três planos também oferecem acesso a áreas exclusivas do site e promoções, além de descontos em "diversos estabelecimentos comerciais" que não são descritos. Ou seja, temos que acreditar que serão fechados convênios.

É uma vergonha isso. Simplesmente não dá para acreditar que demoraram tanto tempo para lançar algo desse nível. Não vou nem entrar no mérito do voto, pois, a julgar pelas últimas reuniões no Conselho Deliberativo, eu já sabia que não seria lançado nada nesse sentido, embora eu tenha ouvido algumas coisas a respeito de reativação do Sócio-Contribuinte.

Vamos falar de cada plano individualmente.

Plano "Sem Fronteiras"

O objetivo, a julgar pelo nome, é dar a oportunidade ao torcedor de todo o Brasil ajudar o clube, certo? Não! Seria se o principal atrativo do plano não fosse o desconto de 50% na compra do ingresso. Então, chego à conclusão que tentaram controlar o problema da meia-entrada com o torcedor de fora do Rio de Janeiro e chegaram à essa estrovenga.

Por que não lançar um plano exclusivo para aqueles que estão fora do Rio. Dez reais com direito ao acesso ao site e um sorteio aqui e outro acolá? Isso quase não gera custos. Agora, misturam duas categorias completamente diferentes e não terão ninguém.

A mesma coisa em relação à meia-entrada. Por que 25 reais? Qual o critério? Como temos, em média, dois jogos por mês, ele gastará 65 reais se for aos dois jogos. Sem aderir ao plano, ele teria pago 40, se tivesse direito ao desconto ou conseguisse por outras maneiras. Vale à pena gastar esses 25 reais a mais? Não vale, já que ele terá que enfrentar a fila do mesmo jeito, ainda mais que só poderá comprar com exclusividade nas primeiras 48 horas de venda.

E não adianta pensar que as pessoas irão aderir apenas por amor ao Botafogo. Não é assim que funciona. Quer dizer, pode até ser, se você quer reduzir um programa de sócio-torcedor aos malucos que hoje são adimplentes (cerca de 500 hoje).

E outra: um ingresso custa 40 reais. Por esse plano, você gastaria 25+20 reais, totalizando 45 reais. Quer dizer, se você for a um mísero jogo por mês, é melhor gastar cinco reais a mais e pegar o plano de 50 onde você entra livremente no setor Oeste Superior.

Solução:

Destrinchar em dois planos de dez reais:

1 - "Sem Fronteiras": exclusivos para torcedores de fora do Rio de Janeiro que queiram apenas contribuir com o seu clube de coração e possuir uma carteira. Daria direito a promoções.

2 - "Botafogo Sempre": concederia o desconto de 50% para o titular do plano em qualquer setor. Fila exclusiva e prioridade na compra. Também possibilitaria a compra pela internet e daria direito a promoções.

Acima de Tudo e Cadeira VIP

Aqui a minha crítica vai aos valores, embora eu entenda que isso dependa da maneira pela qual você trabalhará os preços no Engenhão. Entretanto, fica difícil para eu acreditar que um plano de 120 reais por mês será um sucesso.

Agora dá para entender por que eles não abriram a apresentação dos planos à torcidas ou aos sócios. Vai que alguém faz alguma pergunta?

Ainda há outras críticas a serem feitas. Como, por exemplo, não terem passado nenhuma instrução às meninas que atendem em General Severiano. Elas estão completamente perdidas.

O Botafogo é assim, quando você acha que vai, fica.

Amor sem Fronteiras

O amigo (e sumido) catarinense Pamplona, que está lá na Irlanda, escreve um texto sobre a conquista da Taça Guanabara no último domingo. Pamplona que já havia feito o seu Trabalho de Conclusão de Curso (monografia é coisa do século XX) sobre torcer à distância (veja aqui), fala mais uma vez sobre o tema:


"Se o mais belo dos sentimentos é o amor, a maior das alegrias é o amor correspondido. Quantas vezes somos desrespeitados, humilhados, esquecidos pela grande paixão das nossas vidas. Por mais que provemos diariamente a veracidade e a força desse afeto, há ocasiões em que a reciprocidade simplesmente inexiste. Porém, depois de tanto maltratar, de vez em quando esse amor resolve se manifestar e mostrar que todos os atos negativos servem apenas para colocar em prova a resistência dessa chama."

O restante você lê no blog dele, chamado Direto de Dublin.

Lançamento do novo plano de Sócio-Torcedor

Pelo que é comentado nos fóruns, parece que os novos planos de Sócio-Torcedor serão lançados amanhã, em General Severiano. Ainda não sei o formato, se haverá ou não a possibilidade de votar ou ser votado, mas vale a nossa torcida.

Na metade do ano passado, eu participei, junto com dois amigos, de um grupo de trabalho para ajudar o então recém-empossado diretor de marketing, Márcio Padilha, nesses planos. O projeto encaminhado previa a possibilidade de votar e ser votado.

Que amanhã seja o início de uma nova era no Botafogo.

Erro Fatal (Crazy Mix)

31 minutos de Botafogo

No post "Polarização", eu falei sobre a importância de ganhar títulos e o conseqüente aumento na divulgação por parte da imprensa. Pois bem, no programa "Linha de Passe", da ESPN Brasil, que está acontecendo agora, o Botafogo ocupou os trinta e um minutos iniciais do programa.


Vou repetir: trinta e um minutos.

O Fluminense, para variar, foi ignorado. O Flamengo foi citado pelo Márcio Guedes. Já o Vasco foi um pouco mais lembrado por todos, mas nada que chegasse perto de um minuto.

Essa é a diferença.

De novo, de novo, de novo...

Nem Joel acredita no que fez



Há uma imagem que não sai da minha cabeça: após o segundo gol, Joel olha para o lado e, com a mão espalmada, faz um gesto como se estivesse mandando alguém esperar para comemorar, que o jogo ainda não tinha acabado. Isso é Botafogo. Ali, só o impossível nos tiraria o título, mas, talvez Joel pensasse que ele havia feito o que muitos achavam impossível. Então, será que não havia chance do milagre se repetir?

Não, não havia. E Joel até poderia saber disso, mas não arriscaria. Quem assumiu um clube no inferno há menos de um mês e hoje está no céu, podia esperar mais um pouco para comemorar a sua obra.

Mas, aqui, é bom fazer algumas ressalvas. O título, como muitos da imprensa tentam estampar, não foi obra apenas do Joel. Seu mérito foi reconstruir os nervos em frangalhos de uma equipe e conscientizá-la das suas limitações. Sem nos entender, não podemos entender o adversário. E esse é o caminho da vitória, como diria Sun Tzu.

É inegável também a contribuição dos dois hermanos ao espírito da equipe e da torcida. Reparem logo no início do jogo o pique que o Loco Abreu dá em direção aos vascaínos para marcá-los. Isso é Túlio Maravilha em 95 contra o Santos. Isso é um jogador que está acostumado e gosta de vencer. E é isso que precisamos.

Assim, estamos na quinta final consecutiva. Por toda a Taça Rio, eles terão que falar que os demais times estarão correndo atrás da oportunidade de enfrentar o Botafogo na final. Por quase dois meses, o nosso nome terá que ser citado lá no noticiário dos demais clubes. E é assim que tem que ser. Eles têm que ficar de saco cheio de ler sobre o Botafogo. 

Ainda não temos nada, mas estamos a duas vitórias do título. Já eles, a pelo menos quatro.

E lá vamos nós, campeões de novo, de novo, de novo...

É campeão!


A foto é do Pedro Kirilos, do Lance! (e do Botafogo!)

Ops...



O destino (por Mário Filho)

Do livro "O negro no futebol brasileiro" de autoria do Mário Filho (1947):


"(...) Todo torcedor, por mais confiança que tenha em seu time, conhece bem esse instante de suprema humildade. Então sabe, com certeza plena, que um jogo é um jogo é um jogo. Que tudo pode acontecer num jogo. Que será o que Deus quiser.

(...)

Toda a força do futebol está nesse encontro frente a frente, um olhando nos olhos do outro, do homem com o destino. Só que o homem só vê o destino depois que ele descerra o último véu. Por isso é que o torcedor se encolhe e emudece no momento em que o destino vai principiar a desencadear-se, sem que qualquer força humana possa detê-lo."

OBS: Enquanto o destino não descerra o último véu, façamos a nossa parte.

Polarização

Uma das consequências mais importantes da nossa chegada à final da Taça Guanabara é o impedimento do confronto do Flamengo com o Vasco. Uma rivalidade criada artificialmente - mas com muita habilidade - por Eurico Miranda e que Roberto Dinamite busca trazer de volta à tona.


A imprensa, claro, adoraria. Faria as manjadas matérias com o Zico e com o Roberto Dinamite e, no final, eles falariam juntos uma frase do tipo "que vença o melhor".

Eurico foi muito esperto e soube capitalizar em cima disso e conseguiu distanciar o Vasco do Botafogo e do Fluminense, criando a idéia de que o clube de São Januário pudesse disputar em número de torcida com o Flamengo.

Com isso, o Botafogo e o Fluminense foram meros coadjuvantes por muito tempo no Rio de Janeiro, o que, mesmo que os dois times tivessem algumas conquistas (ok, o Fluminense ganhou a Série C e se igualou ao Olaria), limitava e muito o crescimento das torcidas.

Sendo assim, nada melhor que eliminar o Flamengo e impedi-los de monopolizar o noticiário. Para variar, chegamos a uma final de turno e estamos a um jogo de aparecermos - pela quinta vez seguida - na final de carioca.

A polarização tem que ser conosco. Essa é a meta. Depois, a hegemonia.

Papai Joel X papai juiz

O carlitense Rogério Lessa envia mais um texto ao blog, desta vez sobre a vitória de ontem:



Papai Joel X papai juiz 


Ganhar ou perder do flamengo é coisa trivial. A lição que fica da virada de ontem é  que, em se tratando de amor, malandragem e futebol, o que deve prevalecer é o jeito e não a força. Por sinal, filhinho da mamãe não  é o garoto que chora, mas aquele que chama o papai (juiz) sempre que vê ameaçado o seu sonho de ser “superior” aos outros.

Ontem só faltou o gol de mão do “Loco” ser validado para a festa ser completa, mas os jogadores deram um show de malandragem ao enganar a arbitragem, convencendo-a de que a falta não teria sido cometida pelo já tradicionalmente desastrado Fahel. Isto é bem diferente do que tirar o título de um clube grande à força, como foi feito em 2007, com a invenção de um impedimento de Dodô, seguida da expulsão de nosso melhor batedor de pênaltis, e depois querer tirar uma de malandro.

O flamenguista Jorge Ben  (hoje Benjor) fala dos “malandros otários” na música Charles 45, referindo-se à covardia de alguns marginais contra o povo humilde e desarmado. É o que a Flapress fez com o Botafogo nesses últimos anos.

Aproveito para perguntar: porque Juan e Leo Moura têm o direito de dar pernadas por trás sem sequer levar um cartão amarelo? Agora mesmo estou lendo a excelente autobiobrafia do digno jornalista Samuel Wainer. Certa vez, Wainer disse duas frases fundamentais a Getúlio Vargas: 1) “A imprensa pode não ajudar a ganhar, mas ajuda a perder”. 2) “O senhor só vai aparecer nos jornais quando houver algo negativo a noticiar”.

Contra o Vasco, não devemos ir com espírito de vingança, pois foram os jornalistas flamenguistas com trauma de infância, os que mais tripudiaram com um 6 X 0 e um time querendo derrubar o técnico.

...e fomos Botafogo!

Nós não fomos melhores em campo. Mas eu não me preocupo com isso desde 2007. Nós não fomos maiores nas arquibancadas, mas eu não me preocupo com isso contra eles.


Fomos, sim, vibrantes em campo e fora dele. E é isso que importa de verdade. Cada mil simpatizantes daquele time não têm a metade da energia e, principalmente, o envolvimento com o clube que um botafoguense tem. Em geral, a relação deles com o clube é tão tênue que se quebra ao menor sinal de uma má fase.

Mas nós, não. Quem veste a alvinegra e entra no portão 12, já passou por tantos momentos ruins que não será um simples acidente de percurso que o fará desistir.

E é por isso que sempre cantaremos mais alto, não importa quantos tenhamos do lado de cá e eles do lado de lá. Para a maior parte deles, o estádio é uma festa e que, por acaso, há um jogo de futebol acontecendo lá naquele espaço verde.

Assim, ao menos desta vez, o time do Botafogo jogou como Botafogo e honrou cada um daqueles que estavam à direita da Tribuna de Honra.

Não foi apenas uma vitória, mas, também, um alívio. Uma interrupção nessa sequência pavorosa, injusta e imoral.

Hoje nós fomos o Botafogo. E isso sempre bastou para vencê-los.

Próximo!

FOOOOOOOOOOOGOOOOOO!!!


Foto do Lance! (Paulo Sérgio)

É hoje!

Amigos, confesso que não tenho mais o que falar sobre o jogo contra aqueles caras. É tanta coisa envolvida, são tantas lembranças de roubos e vergonhas que só de lembrar eu fico com mais raiva deles.


Que o Botafogo seja o Botafogo hoje. Só isso.

A torcida como parte do espetáculo

Há quanto tempo você não vai a um estádio e presencia um momento histórico que você - instantaneamente - sabe que irá contar para os seus filhos e netos daqui a uns 30 anos?

Faz muito tempo que não somos testemunhas de um lance genial ou um gol incrível que nos faça olhar para o lado e perguntar: "você viu aquilo?".

Não posso jogar a culpa apenas na mediocridade do atual time do Botafogo. Nos últimos dez anos, posso citar o gol de letra do Alex Alves contra aquele time; vários momentos do time de 2007, com destaque, talvez, para o segundo gol contra o Vasco, no 2 x 0 do Brasileiro, onde fizemos uma linha de passe sensacional e o drible do Maicosuel no Juan.

Uma das grandes atrações do esporte é a imprevisibilidade. Quer dizer, nós, pessoas normais, podemos praticar a maioria dos esportes que existem. Porém, seremos medíocres em todos eles, com alguma exceção aqui ou ali. Já os profissionais, não. Deles é esperado algo diferente, que fuja da normalidade - e é exatamente isso que leva as pessoas aos estádios e à TV, não apenas a presença de um craque.

Obviamente não estou falando de jogos decisivos. Onde a expectativa pelo título é a maior atração.

Ao sair da mesmice, ao criar-se a expectativa de que poderemos presenciar um time sensacional, uma jogada genial, uma outra goleada ou um gol como aquele que foi reprisado mil vezes em todos os programas esportivos, aumenta-se, gradativamente, o interesse pelas partidas.

Vale lembrar que tal sentimento é potencializado por estarmos não apenas na era da informação, mas, também, em uma época onde o público é parte do espetáculo - quando não é a principal.

Hoje, mandamos um torpedo do estádio para os nossos amigos e, ao chegarmos em casa, atualizamos o blog, orkut e twitter com as nossas impressões do jogo. Se presenciamos algo "fora de série" (como eu descrevi alguns parágrafos acima), contaminamos os demais com a vontade de estar em um estádio e fazer parte daquele espetáculo e/ou presenciar um novo momento extraordinário.

E é na torcida que temos que trabalhar. É necessário fortalecer a idéia de que assistir a um jogo do Botafogo é algo único. Claro que, hoje, o time não ajuda e, a não ser em momentos de curta duração como uma briga contra o rebaixamento ou algum ocasional jogo de final de campeonato, é impossível trabalhar a torcida nesse sentido. Quer dizer, seria possível chamando a torcida para reconstrução do clube, mas isso só poderia acontecer com um novo presidente e que tivesse muita empatia com a torcida.

Voltando à idéia inicial da imprevisibilidade. O quanto levaríamos a mais de pessoas ao estádio se o Maicosuel não continuasse no Botafogo após o drible desconcertante na final contra aquele anão moral? A imagem do drible se espalhou como um "flagra do BBB" por toda a internet. Quantas pessoas que não tinham ido a um jogo naquele ano não seriam tentadas a ir se soubessem que o Maicosuel jogaria no próximo?

Sendo assim, não basta apenas um time forte. Com toda a facilidade para assistir um jogo em casa ou no bar mais próximo, é necessário mais. Precisamos tornar um jogo do Botafogo uma experiência única, envolvendo o time, o Engenhão e a torcida.

Alterações na página

Terminei algumas alterações no blog que devem torná-lo melhor. São elas:


1 - Números do blog do MCR: Está no menu à direita, logo abaixo dos seguidores. São quatro ícones: um para assinar o feed, outro com o link para o twitter e mais dois com os números de posts (artigos) e comentários que já foram feitos no blog.

2 - Feed: Consertei o feed, que havia saído de nossa página por puro esquecimento meu.

3 - Contador de páginas: Lá no final do blog, ao invés daquele link chato de "postagens mais antigas", fiz a troca para uma ferramenta que enumera as páginas. Muito mais prático.

4 - Divulgador de posts: Se você clicar em algum post, irá aparecer uma ferramenta para que você possa divulgá-lo em sete redes sociais, incluindo o Twitter, Facebook e o My Space.

Agora só falta conseguir botar o símbolo do Botafogo no menu. O que deveria ser o mais fácil é o mais difícil! Aceito ajuda.

Antes de terminar, tenho que agradecer (e divulgar) o excelente Ferramentas Blog. Graças a ele eu consegui efetuar essas mudanças. Para quem tem um blog, vale uma visita.

Infelizmente, deu Vasco

Ontem eu torci pelo Fluminense. Não por causa da nossa derrota para o Vasco, mas, sim, pois o time colorido me parece um pouco mais bagunçado que o "time com patrocínio da estatal monopolista". O Vasco dominou o meio-campo no jogo de ontem e foi melhor a maior parte do tempo. 


Agora, não vou falar em um possível jogo final. Isso dá azar. Embora eu tenha que lembrar que os torcedores que adoraram o Eurico Miranda por duas décadas já tenham cantado músicas dizendo que vão pegar o nosso adversário de quarta na final.

Deixem eles.


Tchau!

Não adiantou rezar, o Fluminense - para variar - foi eliminado. Agora a fantasia só servirá para os blocos:

Anti-Marketing

O texto abaixo é do carlitense Rogério Lessa.

Anti-Marketing

O Botafogo vive talvez a pior crise de sua história. Difícil dizer quando começou. Ao desfazer o time campeão brasileiro de 1995? Quando caiu para a segunda divisão? Não importa. Hoje não temos mais um "glorioso passado recente" que nos ajude a resistir como na época do jejum de títulos.

O renascimento iniciado em 2007 foi imediatamente abortado por jornais, bandeirinhas, juízes e por muitos erros do próprio Botafogo. O clube já não pertencia mais ao cada vez mais restrito grupo dos protagonistas do futebol brasileiro e os jogadores passaram a adotar essa postura inferiorizada em campo - teria começado no jogo do River, na Argentina, ou contra o River do Piauí, decepcionando uma caravana de fanáticos que acompanhara o ônibus do time por centenas de quilômetros? Como explicar aquele "almoçando com o inimigo" na véspera da decisão da Taça Rio de 2009?

Nesta semana, mais de duas mil pessoas foram receber o Botafogo em Belém para a partida contra o São Raimundo. No estádio, na hora do jogo, houve uma autêntica festa popular. Faltou o quê para a noite ser completamente feliz? Faltou o Botafogo, o time titular do Botafogo, dizer a que veio - ou a que foi. E a tarefa não era das mais difíceis, já que o adversário era o campeão ... da série D !

Agora, quem pagará R$ 50 para ver uma semi-final estilo Quarta-feira de Cinzas? O Botafogo está virando caso para professores de faculdade de comunicação mostrarem como se destrói uma marca poderosa.

Algumas rápidas

- Não vi o jogo ontem. Mas não acreditei que perdemos para o último colocado do campeonato paraense.

- Para variar, Leandro Guerreiro falhou no gol.


- O meio-campo continuou com Leandro Guerreiro, Lúcio Flávio e Eduardo.


- No jogo do Vasco, falaram que o Botafogo estava interessado no atacante do Souza (?) que tropeçou sozinho e se machucou. Eu tento não acreditar.

- Anunciaram a saída do Cláudio Good da diretoria em nota oficial no site. O tom é de desespero. E deve sair mais gente em breve.

- Sandro Silva, volante do Palmeiras, foi contratado. Não sei se é bom, mas é segundo volante, coisa que não temos no elenco. Já é um bom sinal.

- Alguém viu a tabela do segundo turno? Jogaremos três fora da cidade do Rio de Janeiro, já o Vasco só vai até Volta Redonda. Depois eu explico melhor aqui.

- O problema no meu computador continua. Espero resolvê-lo hoje.

Problemas

Pessoal,

peço desculpas pela falta de atualização do blog, mas estou desde sexta-feira com problemas no meu acesso à internet.

De qualquer forma, espero resolver o problema ainda hoje.

E que nós sigamos na concentração para a batalha contra o Império do Mal.

Que eles virem cinzas!

Isso é o estádio da Suderj


Na bilheteria do Maracanã, os torcedores têm que ficar ajoelhados no chão para conseguirem comprar os seus ingressos. Além disso, os ingressos só chegaram por volta das 18h45, 45 minutos antes do início do jogo.

O desrespeito ao torcedor é cada vez maior.

AC/DC

Por mais que o Botafogo estivesse vencendo o jogo no segundo tempo, o placar não refletia o que víamos em campo. O Botafogo chegava ao ataque completamente desorganizado e não tinha oportunidades claras de gol. Já o Madureira dominava o meio-campo, era superior no jogo, mas não conseguia traduzir essa superiodade em gols - para utilizar uma frase chavão.

Isso até a entrada do Caio no lugar do Lúcio Flávio.

Pronto. Se o time tinha uma nulidade em campo, agora passava a ter onze jogadores e uma real opção para fazer a transição entre o meio-campo e o ataque, que era inexistente até o momento. E logo na primeira jogada, Caio amplia o marcador para 2 a 0.

O Madureira ainda chegou a diminuir, mas nada que preocupasse a torcida. Logo depois o Botafogo ampliou com um de Fahel e outro de Abreu. Este último após boa jogada do Caio.

A entrada do garoto mudou completamente o time e deu um novo sopro de vida ao meio-campo. Por azar (e sorte de alguém...), Herrera não joga domingo pelo terceiro cartão amarelo, o que deve fazer com que o Joel mantenha o time que iniciou o jogo de ontem apenas trocando o argentino pelo Caio.

Pelo menos, ontem ficou claro que o Lúcio Flávio não tem mais nenhuma condição de vestir a camisa do Botafogo.

Curtas:

- a defesa não ganhou nada pelo alto.

- Marcelo Cordeiro sabe cruzar, mas é uma avenida.

- Loco Abreu é um jogador inteligente e que, em um time certinho, vai colaborar bastante.

- Fahel não pode sair desse time.

- O Eduardo, quando faz o feijão-com-arroz, é um jogador útil.

- Leandro Guerreiro, o entregador de paçocas.

- O Jefferson estava doido para complicar.

- A torcida do Botafogo estava maior do que os coloridos.

- Eu não aguento mais o estádio da Suderj.

- E já estou na expectativa para o jogo contra aquele time maldito.

Blog do MCR atinge a marca de 1 milhão de visitantes

Contando a partir de novembro de 2007, nós atingimos ontem a marca de 1 milhão de visitantes. Vale lembrar que o atual sistema só conta um visita de cada usuário por dia.

Agradeço, em nome do MCR, a visita de todos vocês.

Abrindo os olhos

A minha frase no post de ontem ("Se tudo ocorrer normalmente, nós perderemos o jogo para o Madureira") gerou algumas controvérsias. Algumas pessoas acharam que eu estaria torcendo contra o Botafogo. Na verdade, alguns entenderam mal o que eu escrevi, já outros preferiram levar por esse lado.

Eu não consigo acreditar que um botafoguense possa torcer contra o seu time. Então, eu nem considero essa hipótese. É claro que, após a segunda divisão, eu deveria mudar o meu pensamento, já que teve gente que queria que o Botafogo não subisse por causa do Bebeto (e existem provas disso). Mesmo assim, não dá para admitir que um botafoguense acuse o outro de torcer contra.

Mas existem outros que ficaram ofendidos com a frase. A esses digo: não adianta tapar o sol com a peneira. Ou, parafraseando aquela velha música do Clash, "se eu fechar os olhos, o Botafogo não vai melhorar". E o presidente não vai sumir; o ego do André Silva não vai diminuir; o Anderson Barros não vai embora; A MFD não irá procurar outro clube; e os jogadores não vão melhorar. Nada disso vai acontecer se eu escrever que o Botafogo é favorito.

Para mim e, felizmente, para muitos outros, é melhor reconhecer a realidade, identificar os problemas e buscar as soluções. E não ficar se escondendo da responsabilidade com ilusões.

O Botafogo, hoje, é apenas uma camisa com uma linda história. E isso não basta para ganhar um jogo. Muito menos um campeonato.

Vão me desculpar, mas eu não estou aqui para iludir ninguém.

Sobre o assunto, recomendo o excelente texto do meu amigo e carlitense, Bernardo Santoro. É um longo artigo sobre a visão que os botafoguenses têm do próprio clube. O artigo pode ser acessado aqui: NOSCE TE IPSUM e MADHYAMA PRATIPAD

Boa sorte à botafoguense

Não sei quem é, mas está com a camisa do Botafogo. Então, todos na torcida pela botafoguense na peneira para a seleção brasileira infanto-juvenil de vôlei (jogadoras de 15 e 16 anos) que está ocorrendo em Saquarema.

A foto e as informações são do Globoesporte.

E tudo continua igual

O motivador Joel Santana comandou o seu primeiro coletivo no Botafogo nesta terça-feira. Segue o time escalado:

Jefferson, Antônio Carlos, Fahel e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Eduardo, Lucio Flavio e Marcelo Cordeiro; Herrera e Loco Abreu.

A única mudança é a barração do Wellington, o que fez com que o Fahel fosse para a zaga, mudança que eu gostei, já que Fahel é bom pelo alto - é o único no time com essa qualidade, junto com o Abreu.

Os outros alvos da ira da torcida (Alessandro, Eduardo e Lúcio Flávio) continuarão na equipe titular, bem como a dupla de entregadores (Leandro Guerreiro e Marcelo Cordeiro).

Se tudo ocorrer normalmente, nós perderemos o jogo para o Madureira. Contra o Tigres e o America, fomos dominados, só que o adversário não tinha um mísero atacante decente para empurrar a bola para dentro - o Tigres chutou 16 bolas contra o nosso gol.

O Madureira possui o Marcelo Ramos. Não é uma sumidade, mas sabe fazer gols, o que é preocupante. Além disso, é muito difícil um time pequeno destacar-se com essa regularidade frente aos demais times menores. Então, alguma qualidade o Madureira deve possuir.

É torcer para o time entrar mordendo e sufocando o adversário. Se tivermos um repeteco das últimas partidas, vai ser complicado.

Denúncia protocolada no Ministério Público!

Fernando Lopo, amigo e leitor do blog, protocolou hoje no Ministério Público a denúncia contra "o caso dos ingressos fora do borderô" (Leia aqui). Foi uma luta, já que ninguém atendia os telefones.


De acordo com o MP, poderemos ver algum andamento no processo em até 10 dias.

Vamos aguardar.

Sem lenha na fogueira

No post abaixo, eu acabei me excedendo e entrando no clima quase bélico que domina a nossa torcida. Eu não deveria ter feito isso. Não é o meu papel contribuir ainda mais para o agravamento dessa divisão. Sendo assim, peço desculpas a todos pela minha ofensa.


Porém, eu não posso deixar de manifestar a minha preocupação com o que vem acontecendo.

Já há algum tempo eu venho reclamando aqui da patrulha que está se formando na torcida do Botafogo. Para muitos, é um absurdo reclamar e vaiar um jogador. Para outros, aqueles que vaiam devem "torcer pelo Flamengo". Sendo assim, devem ser xingados e agredidos, como já chegou a acontecer com alguns amigos meus.

Não vou nem entrar no mérito do quão errada é essa atitude. Respeitar a opinião alheia, de quem pagou o ingresso deveria ser obrigação de todos. Quem não sabe conviver com isso, deveria comprar um camarote e viajar vendo as belas jogadas do Lúcio Flávio e ouvindo os belos comentários do Raul Quadros no PFC.

Agora, me é surpreendente que a torcida do Botafogo tenha se transformado na torcida mais passiva do Brasil. Eu cresci ouvindo as histórias da "torcida cri-cri", que por mais que tentassem afundar o time, não aceitava que ele se transformasse em um America. Estava sempre lánas arquibancadas, vaiando e protestando contra aqueles que não eram dignos de vestir a nossa camisa.

Hoje, é o contrário. A torcida parece enfeitiçada por um grupo de jogadores perdedores e parece disposta a morrer com eles. Sim, eu sei que os focos de insatisfação cresceram, mas, mesmo assim, ainda somos minoria. Só isso explica o fato de após uma goleada vexatória em casa, ter gente que acha um absurdo vaiarem os jogadores. E não era um ou dois, eram muitos.

Fosse em outra torcida, jamais o time que perdeu dessa maneira seria repetido. E ele foi e será novamente na quinta, como prova o treino de ontem comandado pelo motivador Joel. E ficará tudo por isso mesmo.

Nós de um lado xingando essas porcarias de jogadores. E alguns torcedores nos xingando do outro.

E lá embaixo Leandro Guerreiro entrega mais um gol, Alessandro erra mais um cruzamento e o Lúcio Flávio boceja.

Pobre Botafogo.

Patrocínio

Fevereiro chegou e nada de patrocínio na camisa. Na verdade, temos apenas aquele "Sou Botafogo" que deve ter sido feito no Paint do Windows 95. Parece um esparadrapo, sem contar a escolha muito mal-feita da fonte.


Para piorar, anunciam uma campanha, mas não sabem se haverá mesmo esse plano de "Sou Botafogo". Pois até agora estão apenas na conversa, iludindo e anunciando para "em breve".

E a Liquigás? Foi embora de todo o Engenhão para dar lugar à Unimed! Que genial!

Tivessem um pouquinho de conhecimento da torcida, veriam que boa parte dela relaciona a empresa de planos de saúde ao Fluminense. E se você somar com o sumiço dos escassos símbolos alvinegros no estádio, com a declaração do Calainho (responsável por promover o Engenhão) de que o Botafogo está ciente de que o estádio não vai ser dele. Mas o lucro, sim"; temos motivo para ficar com mais raiva ainda.

Bem, se sobrar alguma depois de ver esse time bisonho em campo.

Agora, temos um time fraco, sem patrocínio e um estádio loteado de placas da Unimed.

E ainda tem uns malas que acham ruim vaiar esse time.

"Não há clube que resista a tamanha falta de ambição"

Por trás de toda a mediocridade, separados daqueles que exaltam perdedores e que se revoltam com vaias para um time que é goleado em casa, ainda existem alguns botafoguenses que, não importando o que outros pensem, estarão lá para defender, de qualquer maneira esse clube.


Esses botafoguenses, como vocês sabem, são o Bonde do Bin.

E, assim como na faixa contra aquela desgraça chamada Lúcio Flávio, o Bonde se fez presente mais uma vez graças ao trabalho admirável dos amigos Guilherme de Carvalho e Rodrigo Dias.

Segue o fruto do trabalho de uma madrugada e que é o grito de lamento e de desespero de milhares de botafoguenses que não aguentam mais.


Mais uma no sufoco

Em poucas palavras: vencemos, mas não merecemos. O time foi muito mal nas duas etapas e contou com a total incompetência dos atacantes do America para sair de campo com a vitória.


Para variar, a defesa foi muito mal, mas hoje o time conseguiu ser inteiramente ruim.

O time jogou em um 3-5-2, sem volantes de ofício, com o Fábio Ferreira pela direita. Os laterais avançavam alternadamente, embora sem qualidade. Marcelo Cordeiro foi bem apenas na jogada do primeiro gol, onde cruzou a bola com precisão para Abreu fazer o seu primeiro gol e empatar a partida.

Lúcio Flávio e Eduardo, como sempre, completamente nulos. Já o Renato buscou um pouco mais o jogo e acertou algumas jogadas. Herrera cansou rápido e fez a sua pior partida desde que chegou. Já o Loco Abreu fez o gol, mas foi vaiado diversas vezes. Ele sente falta de alguém que chegue do meio-campo e laterais que cruzem.

Das substituições, destaque absoluto para o Caio, que incendiou a partida e fez o gol da virada. O garoto promete.


Meu ingresso não está no borderô!

Meu ingresso do jogo contra o Tigres

Como eu já disse anteriormente, eu fui ao jogo de ontem em São Januário. Quarta-feira às 21h50, jogo da TV. Bem, já sabíamos que não iria ninguém. Entretanto, eu e meus amigos nos surpreendemos com o baixo público. Para quem estava lá, a impressão é que não havia 500 pessoas.

Então, para a nossa surpresa, anunciam um público presente de 1975 pessoas!

Ninguém entendeu nada. Mas, infelizmente, eles não anunciaram o público pagante, então, deveríamos esperar pela publicação do borderô. E ele saiu hoje no site da Ferj.

Para começar, eles declararam que foram vendidos 845 ingressos de arquibancadas, sendo 583 de meia-entrada. Nos outros dois setores (cadeiras e poltronas), eles declararam que não colocaram ingressos à venda e, obviamente, não venderam nenhum.

Então, eu assisti um outro jogo. Já que eu estava na cadeira social, paguei 25 reais e no meu ingresso da BWA está escrito bem grande: CADEIRA.

E para onde foram esses cinco reais de diferença? Ou dez no caso de quem pagou inteira? E o seguro obrigatório de cada ingresso? Ele foi pago?

Para variar, o campeonato continua uma bagunça. Embora poucas vezes tenha visto algo tão descarado assim.

Faixa da Botachopp ontem




Em São Januário...

Voltei há pouco de São Januário onde vi uma partida deprimente. Vi um Botafogo acuado, com o Tigres tomando a iniciativa do jogo. A maior prova disso é que eles deram 16 chutes ao gol, enquanto nós só o fizemos em 11 oportunidades.


Se eles tivesse um atacante, dificilmente teríamos levado os três pontos para casa.

Para variar, a zaga bateu cabeça o tempo todo. O mais incrível é que os dois zagueiros são péssimos pelo alto. Com isso, lá atrás, somente o Fahel consegue alguma coisa no jogo aéreo.

A nossa dupla de laterais é uma das piores coisas que eu já vi. E olhe que o Oziel estava em campo.

Os volantes, completamente perdidos, já que, além de serem fracos, não temos qualquer coisa que lembre um esquema defensivo. Leandro e Fahel constantemente deixam buracos.

Na criação, Lúcio Flávio foi Lúcio Flávio e o Renato Cajá foi Lúcio Flávio. Resultado: Herrera e Abreu tendo que voltar o tempo todo para buscar a bola, matando qualquer possibilidade de um ataque decente.

Herrera é o destaque absoluto do time. Corre o tempo todo, busca o jogo, ainda tenta alguns dribles e faz gol! Loco Abreu ainda está fora de forma, mas já mostrou que é um jogador inteligente com bons passes rápidos para os companheiros. Entretanto, ele não é de ficar calado. Reclamou o tempo inteiro e saiu muito revoltado com a substituição pelo péssimo Somália.

Com o Joel, armaremos uma forte retranca. Não há solução. Aliás, é só o que ele sabe fazer.

OBS: Anunciaram um público de 1975 pessoas presentes. Se você contar com os gandulas, vendedores e jogadores, não dava mil pessoas em São Januário hoje. Muito estranho.

Joel e o jogo de hoje

Vou confessar que odiei a contratação do Joel Santana. Para mim, não passa de um incentivador que deveria ter sido esquecido pelo tempo, tal como foi o Jair Pereira. É ultrapassado e não acredito que seja um treinador barato.


Para piorar, se eu não estou enganado, ele ainda menosprezou o clube na década de 90, em uma de suas muitas saídas. Não estou me lembrando direito da situação, mas acredito que a frase tenha sido algo como "estou saindo de um Fusca e indo para uma Ferrari".

Além disso, parece que ele ainda tem um contrato com a Globo para a cobertura da Copa do Mundo, o que nos traria problemas no meio do ano. Claro que, em situações normais, eu não me preocuparia com isso, mas, no Botafogo, é bom sempre ficar com o pé atrás.

Para o jogo de hoje, o time será treinado por Jair Ventura, filho do Jairzinho. E pelo que eu ainda lendo, a única substituição será a saída do Eduardo para a entrada do Renato.

Com isso, poderemos checar se um dos muitos boatos que circulam pela rede são verdadeiros. No mais famoso deles, afirma-se que o time, capitaneado por um "certa dupla vencedora e que se acha a dona do clube", teria arrumado um motim contra o Estevam e brigado com o treinador por este ter aumentado o período de concentração. Assim, o time teria ficado com raiva do treinador e puxado o freio durante o jogo contra o Vasco.

Vamos ver a postura hoje do time. A entrada do Renato ajuda a dar vida ao meio-campo. Talvez funcione, ainda mais que do outro lado temos o fraquíssimo Tigres.

O jogo é no confortável horário de 21h50, em São Januário.



Um questionamento

Quando o MCR distribuiu um texto falando das mentiras e erros da atual diretoria, rapidamente o presidente do clube postou uma longa (e pessimamente escrita) resposta no site oficial.


Agora que o ex-entusiasta e atual opositor, Montenegro, faz acusações graves como "o Botafogo está entregue a empresários", não há uma só declaração de nenhum dirigente.

Alguém consegue entender?


A entrevista do Montenegro

Montenegro e o presidente
Mauro Ney, Maurício Assumpção, Montenegro,
Mantuano e Luiz Eduardo (presidente do Conselho)

Como de costume, Montenegro deu uma entrevista bombástica ao Globoesporte. Aliás, como era de costume, já que, estranhamente, ele não havia feito nenhuma na atual gestão, ao contrário do que havia ocorrido nos seis anos de Bebeto de Freitas à frente do Botafogo.

Nas declarações de Montenegro, não há muito o que falar. Há críticas à gestão do clube que são comuns a todos os botafoguenses. Entretanto, o que chama a atenção (mas não impressiona) é o seu distanciamento dessa gestão, como se ele não tivesse nenhuma responsabilidade na eleição.

Que ele dê entrevistas e critique o que está errado, é direito dele. Agora, ele tem obrigação de reconhecer o erro de ter colocado o atual presidente no poder.

Não dá, como ele sempre faz, para ficar posando como herói.

Isso cansa.

Estevam demitido!

Finalmente, após mais de 24 horas da tragédia de ontem, Estevam Soares foi demitido, segundo o Globoesporte informou.

Chega. Chega. Chega!

Há certos momentos em que colocamos a mão no queixo e nos perguntamos se vale realmente continuar com o sacrifício. Devemos repetir os esforços e prolongar o nosso sofrimento?

Ora, alguns vão argumentar que foi só uma derrota. Não, não foi. E não foi apenas uma goleada em casa, em um clássico, para o time mais fraco dos quatro grandes. Foi uma humilhação que há muitos anos não víamos o Botafogo sofrer.

Mas a goleada mostrou muito mais que a fragilidade técnica e tática de um time. Os 6 x 0 escancaram, mais uma vez, a fragilidade de cárater de um grupo acostumado às derrotas.

Não foi a expulsão do Eduardo que nos custou uma goleada, ela apenas deu um atalho para o Vasco chegar com mais facilidade aos gols. Com ele, perderíamos da mesma maneira, embora dificilmente por um placar tão elástico.

A goleada deixou claro que o grupo capitaneado por Lúcio Flávio, Leandro Guerreiro e Alessandro não pode jogar no Botafogo. São jogadores que, mesmo sob um placar tão dilatado, não esboçam uma reação e tentam diminuir a vergonha. Para eles, uma humilhação é só mais uma no currículo.

São esses jogadores que fizeram o Botafogo de refém. São eles que dominam o clube e hipnotizam a torcida. Fahel, Eduardo e Antonio Carlos são jogadores ruins que não têm condições de jogarem no Botafogo. Lúcio Flávio, Leandro Guerreiro e Alessandro são jogadores ruins e que foram alçados a líderes e são o retrato de um grupo perdedor.

Há quantos tempo eu venho aqui gritando, muitas vezes sozinho, contra esses jogadores? O que eles nos deram? Qual é a contribuição deles para a nossa história e para o time? Qual a utilidade de Lúcio Flávio senão trotar e passar a bola para o lado? Qual a função de Leandro Guerreiro senão se posicionar mal, ser driblado e tocar errado?

É isso que queremos para o Botafogo?

Chega. Chega. Chega!

Lamentável deboche no Globo de hoje


Vejam a imagem na coluna "Gente Boa", no segundo caderno de hoje do Globo:

Abaixo, o e-mail que eu mandei para o Globo. Quem quiser fazê-lo, o e-mail é cartas@oglobo.com.br. Mas você tem que colocar o nome completo, endereço e telefone. Sugiro que coloquem o e-mail da coluna (genteboa@oglobo.com.br) na cópia.

"Segundo a gíria carioca, "gente boa" é aquela pessoa agradável, simpática e de bem com a vida, o que inclui, obviamente, ainda mais no caso das pessoas nascidas aqui na bela cidade do Rio de Janeiro, muito bom humor. Entretanto, é impossível mantê-lo ao ler a desastrosa coluna "Gente Boa", no segundo caderno do jornal e que, infelizmente, está ocupada pela interina Cleo Guimarães.

Decerto, na tentativa, de soar engraçada e agradar à maioria, preferiu o deboche e à piada rasteira que é, lamentavelmente, engrossada por dezenas de torcedores travestidos de jornalistas. Ao invés de honrarem os seus diplomas, preferem ignorar as dificuldades impostas pelos governantes a todos os botafoguenses que enfrentam trens e metrôs lotados e engarrafamentos absurdos.

Sendo assim, eu, bem como a toda a torcida do Botafogo, repudiamos a infeliz piada da jornalista interina e esperamos mais bom-senso na próxima coluna."

Thiago Pinheiro de Souza
Sócio-proprietário do Botafogo de Futebol e Regatas

Aluguel do Engenhão ficou mais barato

Segundo o borderô do jogo America e Vasco realizado ontem no Engenhão, ganhamos apenas 25 mil reais.

Abaixo, seguem outros borderôs de campeonatos passados. Os valores giravam em torno de 40 mil reais.



Medo

O melhor retrato da mediocridade da equipe do Botafogo hoje é a quantidade de chutes a gol dados pelo Friburguense: onze - doze se você contar o pênalti.

Um time grande não pode levar onze chutes a gol de uma equipe pequena que jogou quarenta minutos com um a menos. Isso é inaceitável.

O sistema defensivo teve duas alterações nos seus seis jogadores. Saíram Juninho e qualquer um que ficasse na esquerda e entraram o Antonio Carlos e o Marcelo Cordeiro. Quer dizer, em tese, deveríamos ter melhorado, mas, o que vemos, é somente o caos, com uma defesa completamente exposta.

Ok, estamos no início da temporada, mas a maioria dos erros é de posicionamento, então, não há desculpa. Hoje, pela direita, estavam a porcaria do Alessandro, a porcaria do Wellington e a porcaria do Leandro Guerreiro. E foi uma festa só por parte do Friburguense.

No meio-campo, Eduardo 3.0 (um novo homem, parte II) continua o mesmo peladeiro, errando bolas fáceis e completamente perdido. Lúcio Flávio é a mesma nulidade de sempre. E nem pênalti ele acerta mais. Ao menos, foi vaiado.

Lá na frente, o Jorge Luiz cisca de um lado, cisca de outro e não resolve nada. Mas é um garoto que está em busca do seu espaço. Errado é quem o coloca de titular.

E o Herrera deu pena. O cara corria de um lado para o outro. Foi até jogar na ponta, mas infelizmente ele não podia cruzar para ele mesmo cabeçar. Ofereceu perigo algumas vezes, mas, sozinho, não dá. Eu fui contra a contratação do "Quase-gol" (apelido dele na Argentina), mas nessa time limitado, ele é o destaque absoluto, junto com Jefferson.

Hoje, o time do Botafogo é para brigar lá embaixo no Brasileiro, que é a minha preocupação. Para mim, só temos o goleiro e, forçando a barra, dois atacantes. Todo o resto tem que ser mandado para a rua, para o banco ou para o pasto.

Então, é bom admitir: só vencemos pois o Friburguense teve um expulso. E ainda assim tivemos dificuldades.

Eu tenho medo.

OBS: do Alessandro eu falo depois.

Duas de agora sobre o Engenhão

- Os escudos ao lado dos gols e nas laterais no gramado do Engenhão não existem mais.

- O gramado do Engenhão está cheio de poças d'água devido à forte chuva que caiu hoje aqui no Rio. Além disso, teremos o nosso jogo amanhã, e o do Flamengo com o Bangu no sábado. Completando a maratona de quatro jogos em cinco dias, teremos o clássico contra o Vasco no domingo.

Será que o gramado aguenta?

Horários e estádios

Como vocês sabem, amanhã o Botafogo jogará no maravilhoso horário de 18h30. Talvez, a Ferj, vendo que boa parte dos ingressos que passam pela roleta dos estádio são de meia-entrada, resolveu colocar o jogo em um horário em que apenas estudantes podem comparecer, já que janeiro é um mês de férias.

E se vocês acham que eu estou exagerando, na sexta rodada jogaremos em um estádio "a definir", contra o Madureira, em uma quarta-feira às...18h30!

Obviamente, somente o Botafogo fará dois jogos em dias úteis às 18h30. Se lembrarmos do Brasileirão do ano passado, onde só jogávamos em casa às 20h30 dos sábados, veremos que não estamos nos movimentando na elaboração das tabelas.

Já o Fluminense e o Vasco farão apenas um jogo cada às 18h30, ambos em uma quinta-feira. O Flamengo não fará nenhum.

Aos domingos, que é o dia sagrado do futebol, o Botafogo só jogará o clássico desse domingo contra o Vasco. O Flamengo e o Vasco jogarão uma vez cada, além do clássico do turno, e o Fluminense fará ainda outras duas partidas aos domingos.

O que prejudicou o Botafogo foi a separação dos jogos neste feriado de hoje aqui no Rio de Janeiro, já que todos os demais clubes grandes jogam hoje, enquanto sobrou para nós a quinta-feira. Até aí, sem problemas. Agora, precisava ser às 18h30? Ninguém da diretoria para mudar esse horário e jogá-lo para às 19h30, pelo menos, como os demais clubes grandes jogarão?

Ah, e o Botafogo é o único a jogar às 19h30 de um sábado neste turno.

Não inclui no cálculo a sétima rodada pois todos os clubes jogarão no domingo, às 17 horas. Também deixei de fora os clássicos pois, como cada clube fará um, não interessam para os nossos cálculos.

Abaixo, segue um resumo dos horários dos jogos dos clubes:

Botafogo - quarta (2 - 18h30 e 21h50), quinta (1 - 18h30), sábado (2 - 17h e 19h30)

Flamengo - quarta (2 - 19h30 e 21h50), sábado (1 - 17h), domingo (1 - 17h), feriado (1 - 18h30)

Vasco - quinta (2 - 18h30 e 19h30), sábado (1 - 17h), domingo (1 - 17h), feriado (1 - 21h50)

Fluminense - quinta (2 - 1830 e 19h30), domingo (2 - 17h e 19h30), feriado (1 - 16h)

Consertando o Botafogo IV - Futebol Profissional

Semana passada, como de costume, o carlitense Bernardo Santoro publicou mais um volume da sua série "Consertando o Botafogo". Neste quarto texto, Bernardo fala sobre o futebol profissional.

CONSERTANDO O BOTAFOGO IV - FUTEBOL PROFISSIONAL

Abaixo seguem os links:

INTRODUÇÃO

1 - CORPO SOCIAL E A GESTÃO DO CLUBE

2 - O BOTAFOGO COMO CLUBE SOCIAL

3 - O FUTEBOL DE BASE

Patrocínio

Chegamos no dia 19 e não temos nada de patrocínio. Assinando o contrato, já teremos perdido um mês do ano, ou um milhão de reais, levando em conta os valores da Liquigás.

Aí, fica a pergunta: não deviam ter negociado isso antes do contrato expirar, ainda mais que todos da diretoria diziam que só precisavam definir a permanência na série A?

OBS: A cada dia, um novo factóide. Prevejo um casaco laranja na quinta-feira, se é que vocês me entendem.

Tão longe, tão perto



Do conforto de nossas cadeiras, é difícil entender o sofrimento de pessoas que já tinham tão pouco e perderam tudo. Das telas de nossas televisões, parece que desabamentos e terremotos são coisas de outro mundo.

E não são.

Lá no Haiti, como vocês podem ver no vídeo acima em 1'46", um garoto de aproximadamente oito anos diz, arriscando um bom português, que "meu time é Botafogo".

Como esse garoto, que nem sabemos se está vivo ou se está ajudando a quem sobrou de sua família, adquiriu a mesma paixão que nós aqui, do "outro mundo"? Uma camisa dada por um soldado brasileiro da missão de paz? Um vídeo do Garrincha? Ou apenas a visão da bela estrela solitária?

Bem, quanto a isso, dificilmente saberemos. Mas, não importa qual for a razão, não seria ela parecida com as histórias que gostamos de contar orgulhosamente nos encontros com os irmãos de escudo?

Não quero abrir aqui um debate sobre a pobreza haitiana ou até mesmo se deveríamos ignorar essa tragédia ou nos fecharmos e olharmos apenas para o Brasil. Desculpem, mas eu não consigo. O que aconteceu no nosso vizinho é grave demais para ser ignorado.

E, ademais, como provou o alvinegro haitiano, não estamos tão longe assim.

Quem quiser ajudar, pode depositar qualquer quantia nas contas abaixo. Devido às dificuldades logísticas, é necessário colaborar apenas com dinheiro:

Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco: HSBC
Agência: 1276
CC: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51

Embaixada da República do Haiti
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3
Conta Corrente: 91.000-7

E o Good se foi mesmo...

Semana passada, Cláudio Good, vice-presidente de finanças e administrativo, havia pedido licença de 30 dias, mas, na verdade, não tencionava voltar.

Após muita conversa aqui e ali, ele foi convencido a "voltar", embora o presidente não fizesse a mínima questão do seu retorno. Mas Good voltou.

Agora, em uma entrevista ao site do Globoesporte, Good afirma que "a saída foi uma decisão sua, depois que o presidente sugeriu a licença de um mês para que houvesse uma reestruturação."

Ainda nessa entrevista, Good deixa claro que a sua saída é ligada diretamente ao fortalecimento de uma pessoa: Sérgio Landau. Ou, como diz o Good, "Sérgio Landau estava presente no dia a dia, enquanto eu não fui envolvido em muitos casos. Isso me incomodava, pois não sabia o que acontecia."

Em julho do ano passado, quando três vices saíram (Administração, Jurídico e Comunicação) na segunda crise política dessa administração, os demitidos fizeram a mesma crítica em relação ao Landau.

Os dois cargos serviriam para ampliar o leque e a base de sustentação dessa gestão, que a cada dia que passa perde apoio. Entretanto, parece que o atual vice-geral assumirá a pasta financeira. Vamos ver quem assumirá a vice administrativa.

Às 16h, tem os juniores

Hoje, às 16h, com transmissão do Sportv, o Botafogo enfrenta a Portuguesa pelas oitavas-de-final da Copa São Paulo de Juniores.

A torcida continua!

Pé atrás

Assim como o gol logo no início, onde levamos rapidamente o empate, não deu nem para comemorar muito a vitória contra o poderoso time do Macaé. Não sei quanto a vocês, mas achei uma atuação bisonha da equipe, mesmo levando em consideração que era a estréia do time.

Todos os setores tiveram dificuldades, principalmente o meio-campo, onde a dupla de volantes esteve perdida e o Eduardo e o Lúcio Flávio com raras aparições. Não, não acho que o "maestro" esteve bem. Do outro lado estava um time que não marcava nada, e os dois apoiadores não criaram as chances que deveriam. Espero que tenha sido mesmo o cansaço, mas, a julgar pelo retrospecto, não deve ser só isso.

Herrera buscou sempre o gol e o Jorge Luis - que é meia - esteve perdido. No segundo tempo, o Caio entrou muito bem, sendo ousado e partindo para cima. Ele deveria ter começado o jogo.

No geral, comemoro apenas a vitória. O time do Macaé é muito fraco e mesmo assim tivemos dificuldades. Na quinta eu estarei lá no Engenhão e espero ver melhor esse time, pois julgar um time pela televisão é sempre complicado, a sua visão é limitada pelas câmeras e não podemos ver a movimentação de certos jogadores.

E lá vamos nós outra vez...

Decerto, nos últimos três anos, lá para o início de maio, você se pegou xingando o Campeonato Carioca e prometeu nunca mais gastar dinheiro e tempo com essa porcaria.

Aí, no ano seguinte, lá por volta do dia 10 de janeiro, quando aquela resolução de ano-novo de dedicar menos tempo ao Botafogo já foi para o espaço, você pega a tabela do estadual e começa a reclamar do primeiro jogo ser sempre fora de casa, o que o obrigará a esperar ainda mais para ver o Botafogo.

Bem, nessa hora, você ainda tenta se enganar. Reclama da Ferj, fala sozinho que essa tabela maldita é a prova da má vontade com o Botafogo e que, já que seremos roubados mesmo, é melhor ficar em casa com a família e ver um filme.

O Botafogo, enfim, estréia e você assiste ao jogo ao vivo, já que, ao contrário do que havia prometido, não cancelou o pay-per-view. Assim, poderá ver a bela vitória do Botafogo com os comentários do Raul Quadros.

Segunda-feira, terça, quarta...Chega o dia do jogo. A tela do computador já não recebe a sua atenção faz tempo, trocada que foi por uma outra bem menor: a do celular. Os telefones vão sendo exibidos um a um, com você tentando descobrir quem é aquele que já saiu de casa de manhã com a camisa do Botafogo na pasta e uma reclamação da esposa no ouvido.

Após o almoço, o seu trabalho já deixou há muito tempo de ser o que está descrito no seu contra-cheque e passou a ser o de organizar a ida ao Engenhão. Para variar, os amigos vão surgindo em cima da hora, com alguns ainda tentando enganar dizendo que não sabiam se poderiam ir.

No Engenhão, o bate-papo com os amigos de longa data cujos nomes você não tem a menor idéia, embora tenha tido o cuidado de tentar descobri-los em alguma outra conversa.

Antes do jogo, lá está você parado, olhando para o gramado, pensando que esse ano as coisas poderiam ser um pouco diferentes, a sorte poderia nos sorrir um pouco mais e os jogos serem nos domingos à tarde. Não se pode ter tudo na vida.

Enfim, o time entra em campo e você, após descrever todas as mil trapalhadas já feitas por aqueles jogadores que ficaram e coçar a cabeça em relação aos que chegaram, está de pé aplaudindo e sorrindo.

Feliz ano novo para vocês também.